quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Grite.


Informações gerais sobre o Grito Rock no Brasil: www.foradoeixo.org.br/gritorock

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ala-lá-ô?







O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo "adeus à carne" dando origem ao termo "Carnaval". Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade Vitoriana do Século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.

O Plano B dá a partida para o Carnaval, deixando de lado o alalaô e colocando o Felipe, o Ervilha e o Kanarek pra tocar electro, rock e electro rock. Tudo de boa, sem a pressão de parecer feliz cheio de confete na boca.

Boa música, cerveja gelada e gente legal. Mesmo que o seu carnaval comece e termine hoje.

Plano B. Carnaval sem BR. Compareça.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Treze


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Baixo Calão

No ar desde 23 de janeiro de 2007 e voltada para o lowbrow – braço das artes plásticas cunhado nos Estado Unidos nos anos 90, quando a técnica passou a resgatar as ruas e levá-las para os museus, abrangendo as mais diversas técnicas de intervenção urbana (graffiti, stencil, quadrinhos, pop art, ad infinitum) – a baixocalão, primeira galeria on-line brasileira, nasceu da vontade e necessidade de mostrar o que vem sendo rabiscado por novos talentos dispersos país afora e carentes de um espaço que lhes desse a chance de receber a devida atenção, de público e crítica.

Passados dois anos, quase 50 artistas já passaram pela baixocalão, representando com autoridade as cinco regiões do país – o que seria bastante inviável, não fosse a proposta virtual da galeria. Com uma média de cinco mil acessos únicos mensais desde o início dos trabalhos (grande parte de outros países que não o Brasil – principalmente norte-americanos e europeus), alguns artistas que entraram anônimos na bc já receberam convites de revistas e galerias estrangeiras para expor seus trabalhos em terras do além mar.

Como se continuar navegando fosse preciso, a baixocalão firmou uma parceria com o Coletivo Palafita (AP), em dezembro de 2008, e realizou sua primeira exposição física durante a edição de estréia do Festival QuebraMar, em Macapá. Representada pelos artistas Kael Kasabian (SP) e Fabiano Gummo (RS), a bc tinha acabado de dar o primeiro passo para uma futura integração ao circuito de música independente nacional.

EXPO VIRTUAL E FORA DO EIXO – Foi então que surgiu a idéia do que seria uma senhora mão-na-roda para a divulgação do acervo virtual da baixocalão: a exposição virtual, projetada em um telão entre show e outro durante festas e festivais – artistas divulgam sua arte, organizadores agregam um produto a mais em seu leque de atrações com custo praticamente zero (para realizar uma exposição virtual são necessários apenas um telão e um data-show, geralmente previstos na infra-estrutura de qualquer evento).

Vendo no Circuito Fora do Eixo um parceiro que facilmente daria vazão à novidade e aproveitando a oportunidade dos festivais integrados que serão realizados em 49 cidades durante o Grito do Rock, a baixocalão está disponibilizando o pacote de sua exposição virtual para ser baixado gratuitamente por produtores que se interessarem pela proposta. Exposições físicas dos artistas da bc também serão possíveis em suas respectivas cidades.

Em contrapartida e visando expandir sua rede de representados, a baixocalão pretende integrar a seu staff artistas locais indicados pelos festivais e que neles realizem a exposição física de seus trabalhos. Com isso, a bc espera comemorar seus dois anos no melhor dos estilos, realizando um completo mapeamento da arte urbana contemporânea e divulgando mundo afora a produção de cada um dos 27 estados brasileiros.

www.baixocalao.com


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

come, plug and play.



Seu Plano. Sua música.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Tudo pode ser pior


Com o presidente eleito Barak Obama assumindo o comando hoje e já há alguns meses no comando da “crise financeira” é tentador imaginar que a troca de regime nos Estados Unidos é um fato consumado. Contudo, desde que a vitória de Obama nas urnas se tornou um fato consumado, Bush e seus colegas vêm fazendo o que podem para que o país seja comandado por sua ideologia (?) por anos a fio.

Em seus dias finais, o governo Bush acelerou a implementação de uma varredura de medidas provisórias, ou como são chamadas nos E.U.A - midnight regulations – ou regulamentos de meia-noite, termo que lhes confere mais claramente seu caráter duvidoso. Em comum, essas leis visam cimentar o legado Bush. Com essas regras de última hora elaboradas por gente muito competente ( ênfase no caráter neutro da palavra competência, um bandido pode ser extremamente competente no que faz ) extremamente difíceis de serem derrubadas num regime democrático, o comércio de armas de fogo foi ainda mais desregulamentado, e o código do consumidor dilacerado, inúmeras reservas florestais foram abertas para mineração e até mesmo o acesso ao controle de natalidade foi restringido. Isso sem falar no fato que foi dado a polícia ainda mais poder de – por que não – espionagem.

“É o que vimos durante todos os últimos oito anos.” diz o grupo não partidário OMB Watch. “Eles estão utilizando medidas provisórias para cimentar sua política de desregulamentação, que coloca o interesse corporativo acima do interesse público.”

Enquanto todo presidente moderno tenha implementado medidas de última hora, Bush o fez de forma espetacularmente desproporcional. Ou seja, é o pior governo da história moderna da democracia distribuindo descaradamente seus favores finais a seus amigos. Favores que não poderiam ser oferecidos antes porque haveriam demasiadas repercussões políticas. “Com os Republicanos sendo minoria no congresso, Bush não tem muito que perder.”

Uma das leis mais estonteantes derruba a exigência de estudos científicos de impacto ambiental para empresas de mineração, extração de madeira e construção de rodovias.
Este artigo é um resumo ( há muito mais coisa intrigante) de uma reportagem da Rolling Stone americana. É apenas um relato sobre como o governo Bush agiu nos últimos DIAS de governo. Livros serão ( já existem ) escritos e filmes serão ( já existem ) filmados e sentiremos na carne ( o mundo e não só os EUA ) por anos as conseqüências do Governo de George W. Bush em seus oito LONGOS anos Que este resumo sirva hoje como um beliscão, se, enquanto bons brasileiros, tivermos um acesso de perdão, ou se em algum momento hoje nos perguntarmos o porquê de tamanha festa ao redor do mundo.

Artigo traduzido (muito) resumido da Rolling Stone, edição americana, exceto o parágrafo final.

Drigo
.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Grito

      A cultura urbana se manifesta de múltiplas formas e em variadas ocasiões. Do rock ao rap, das intervenções de stencil ao graffiti, do skate ao basquete de rua. Muitas são as manifestações que evidenciam a dinâmica cultural estabelecida na contemporaneidade, seja nos festivais independentes ou mesmos em festividades populares tão tradicionais neste país de dimensões continentais como as comemorações do Carnaval.

Neste ano, as tradicionais marchinhas carnavalescas darão mais uma vez lugar aos riffs das guitarras do Oiapoque ao Chuí e do Brasil para a América do Sul. O evento será o Grito Rock Festival, que acontecerá entre os dias 15 de janeiro e 07 de março de 2009 em mais de quarenta cidades brasileiras.
     
      A expectativa é todas as produções envolvam mais de 500 bandas, sem contar produtores e jornalistas atuantes no setor.
    
      A proposta tem como meta fortalecer ainda mais a cadeia produtiva da música independente brasileira, estimulando a circulação dos agentes atuantes no setor, assim como estreitando a rede de contatos do Circuito Fora do Eixo em todo o país. 

No Plano B o Grito Rock acontecerá nos dias 6 e 7 de Março. As inscrições estão abertas para bandas de todo o Brasil pelo email: projetoplanob@hotmail.com

Plano B. Grite.

----sauro.

16 Jan no Manga Rosa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Little Joy em PoA


Little Joy é uma banda composta por Binki Shapiro, Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti, três amigos que deixaram de lado suas rotinas (e bandas) para a gravação de um álbum na Califórnia.

Em um festival ocorrido em Lisboa (Lisboa Soundz, em 2006), Portugal; Amarante (Cantor / Guitarrista do Los Hermanos) e Moretti (Baterista do The Strokes) se encontraram, os dois conversaram até o amanhecer, sobre a idéia de formar uma banda cuja musicalidade não remetesse a nada do que haviam feito até então.

Um ano depois, Amarante viajou para os Estados Unidos para gravar com Devendra Banhart em seu álbum: Smokey Rolls Down Thunder Canyon. Em meio ao árduo processo de gravação, Amarante quis se encontrar com Moretti para discutirem sobre música.

Binki Shapiro, musicista e nativa de Los Angeles, foi apresentada a dupla, e se tornou rapidamente uma amiga, incentivando-os a continuar. Os três brincaram com arranjos de canções de Moretti e logo depois começaram a escrever suas próprias músicas como banda.

Alguns meses mais tarde eles mudaram-se para uma casa em Echo Park para gravar algumas demos.

Eles tocam em Porto Alegre conforme abaixo:

Terça 27 de janeiro de 2009

Bar Opinião

Rua José do Patrocínio 834, Bairro Cidade Baixa.
Porto Alegre 90050-002
Brasil

Tel: 51 3211.5668 
Web: 
www.opiniao.com.br


A página da banda no lasfm é: http://www.lastfm.com.br/music/Little+Joy

sábado, 3 de janeiro de 2009

Música Conveniente


Kings Of Convenience é um duo folk-pop indie de Bergen, Noruega. Composto por Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe, o grupo musical é conhecido por suas melodias delicadas, vozes calmas e sutis melodias de violão. Øye e Bøe cantam em todas as faixas, que compõem juntos.

Erlend e Eirik nasceram em 1975 (Erlend em 21 de novembro e Eirik em 25 de outubro), e eles se conheceram aos onze anos.
Aos dezesseis anos tocaram juntos na banda Skog com outros dois amigos lançando um LP, antes de se separarem e formar o duo depois. Os dois apareceram em festivais europeus durante o verão de 1999. Em Londres, em 2001, eles lançaram o álbum Quiet Is The new Loud. O álbum teve muito êxito e até mesmo emprestou seu nome a um movimento pequeno de músicos pop underground que levou Belle & Sebastian e Simon & Garfunkel como suas inspirações e enfocaram em mensagens e melodias mais sutis.

Versus, um álbum de remixes das faixas de Quiet Is The new Loud, veio logo após. Depois deste ano de inovação, não se ouviu mais falar na banda. Øye passa alguns anos em Berlin e faz um material solo. Apenas em 2004 o álbum Riot On A Empty Street foi lançado. O clip I’d Rather Dance With you, segundo single de Riot On A Empty Street, Chegou ao topo na Mtv européia como melhor clip de 2004. O álbum também caracterizou contribuições de Leslie Feist.

Eles tocaram no Museu de Arte do Rio, no dia 23 de Outubro, no TIM Festival.

Álbuns

* Riot On An Empty Street (CD) - (2004)
* Quiet Is The New Loud (CD) - Astralwerks - (2001)

Escute no Site ou veja videos: www.kingsofconvenience.com

قطاع غزة

A faixa de Gaza é uma faixa de terra litorânea ao longo do Mar Mediterrâneo, atualmente governada pelo Hamas. Ela faz fronteira com o Egito a sudoeste e com Israel ao Norte e Leste. Tem aproximadamente 41 quilômetros de extensão e entre 6 e 12 quilômetros de largura, com uma área total de 360 quilômetros quadrados. A área não é reconhecida internacionalmente como parte de nenhum país soberano mas é reclamada pela Autoridade Nacional Palestina como parte dos territórios Palestinos. Desde da batalha de Gaza em Junho de 2007, o controle da área está nas mãos do governo de facto do Hamas.

 

Israel, que governou a faixa de Gaza de 1967 até 2005 ainda controla o espaço aéreo e as águas territoriais, assim como o acesso marítimo e a fronteira com seu território. Este controle contínuo tem permitido ao estado Israelita, que obviamente se opõe ao Hamas, a controlar o fluxo dos recursos essenciais de Gaza, incluindo comida. Sempre que o alimento se torna escasso, a população de Gaza tem pouca escolha a não ser obter alimentos fornecidos pelos funcionários do Programa Mundial de Alimentação. O Egito governou a faixa de Gaza de 1948 à 1967 e hoje controla a fronteira sul entre a Faixa de Gaza e o deserto do Sinai.

 

O Território leva o nome da cidade de Gaza, que é habitada por cerca de 1,4 milhão de Palestinos.

Plano B - ajudando a entender.

Plano B

Ter um Plano é acima de tudo acreditar em um ideal. Acreditar que podemos fazer melhor. É saber que algumas mudanças fundamentais são necessárias; mudanças no modo como nos relacionamos com nós mesmos, com nossos corpos e com aquilo que nos cerca; mudanças em nossas necessidades; mudanças naquilo que exigimos dos demais e do planeta; e mudanças em nossa maneira de perceber, conhecer e apreciar o mundo.

Para isso não podemos considerar sonhar um luxo. E por isso muitas vezes sonhamos mais do que outros pensam ser prático e esperamos mais do que muitos pensam possível.

Mas por hora o nosso Plano é simples, como a vida deve ser. Nosso Plano é uma cerveja gelada com os amigos. O nosso Plano é boa música, conversas que importam e em breve, boa gastronomia. O nosso Plano hoje é estar contente. A partir daí a gente vai sonhando e planejando, juntos. 

Em 2009, muita sinergia. Acreditemos uns nos outros. É o que desejamos aos nossos freqüentadores e futuros associados.

Plano B

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Lingüiça tem trema

Já reparei outro dia
Que o teu nome, ó Yvone
Na nova ortografia
Já perdeu o picilone


Noel Rosa

Aprendi a ser cauteloso com alguns conceitos e valores a nós impostos e com os quais crescemos, os tendo absorvido em nossas personalidades – sem que jamais tenhamos sequer questionado a validade, ou ao menos a real significância. Quem estudou em colégio católico sob uma cartilha redigida pelos burocratas da ditadura militar carrega consigo mais dessas “verdades absolutas” do que gostaria de imaginar. Questionar essas verdades dá trabalho, e nos tira de nossas “zonas de conforto”.

Afinal, temos ou não temos a bandeira mais bonita do mundo? Nosso hino não é o mais belo? E o Português deveria ser ensinado em todo o mundo, tamanha a sua beleza. Contudo - valores patrióticos à parte - eu gosto muito falar Português, e gosto mais ainda escrever em Português. Isto dito por quem tem escolha – também adoro escrever e falar Inglês, e adoraria ter essa capacidade em outros idiomas. Há pouco tempo um amigo uruguaio me mandou seus escritos em espanhol ( castelhano ) e rompeu em mim um preconceito tolo, me comovendo e me fazendo enxergar enorme beleza na língua dos nossos vizinhos.


Posso comentar os dois - o Português e o Inglês, contudo. Posso falar da engenhosidade e praticidade do Inglês, e de como ele nos permite a criatividade. E posso falar da sonoridade e sofisticação do Português, seja o Brasileiro ou o de Portugal. Fora a óbvia necessidade de falar para ser entendido, portando sendo isso o que primariamente me faz decidir entre uma e outra língua - são essas características peculiares de cada uma que me fazem querer usar ambas sempre que posso. Ao escrever, e se pudesse ao tempo todo, ao conversar. Agora vem aí uma nova reforma ortográfica, tirando o acento agudo de minhas idéias e o circunflexo de meus vôos. Deixando o Português menos interessante e, senhores lingüistas (olha o trema aqui), não mais prático e usável.

Para que tirar o trema? Será que custa tanto apertar a tecla shift?

Não me importa que escrevam em Português sem acento. Jamais consegui configurar o teclado do meu laptop e muitas vezes eu o faço. A Folha de São Paulo aboliu o trema por conta própria há dois anos para depois voltar a usá-lo. Tudo bem. Só não digam que estou errado porque vou continuar escrevendo com meus tremas e circunflexos e agudos. Porque uma ideia sem acento para mim soará insossa e sem força. E freqüência terá para mim sempre o trema e o circunflexo cuja complexidade confere graça à nossa língua.


Aqui fica, portanto o meu recado. Lingüiça tem trema, e senhores lingüistas – se estão com tempo de sobra, inventem uma nova língua e deixem o Português em paz.

Drigo


Em tempo: Sejam bem-vindos de volta o ká, o dábliu e o ypsilone.
Eu nunca os tive medo de usar.
O poema de Noel Rosa consta num artigo da Bravo sobre a reforma ortográfica que inspirou essa postagem.
http://bravonline.abril.uol.com.br/.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Natal com Contexto

O ano começa, o ano termina, e a gente preenche um ano com aquilo que somos e aquilo que aprendemos ser. A gente preenche um ano com as pessoas que amamos e com as que apreendemos a amar. A gente preenche um ano caminhando, sonhando e tropeçando. Fato é: a gente preenche um ano, conscientemente ou não, pois viver é um vício, e um impulso que nos tira da cama a cada dia, para preencher o dia, para agir no dia, para desfrutar o dia, para interagir.

Cabe a nós preencher os nossos dias com aquilo que é bom. Com boa música, boa comida, com gente inteligente. Com menos novela, menos português errado e menos gordura trans. Cabe a nós decidir o que ouvir, de quem ouvir, e como ouvir.

A gente convida você a passar o Natal no Plano porque no Plano tem gente legal, tem música boa e tem cerveja gelada. Tudo além do trivial.

Para curtir o Natal com a gente basta colocar seu nome na lista. Isto custa R$ 50* e lhe dará acesso ao nosso lugar, ao open bar** e ao Natal seguro, alegre e tranqüilo do Plano B.

Para colocar seu nome na lista ligue para 3433-6547 e a Cida vai lhes dar as instruções. Ou se você tem os fones do Alison, do Lucas ou do Digão, fale com a gente.

Vai ser legal.

Plano B

Porque não existe Plano C.

* Até 23Dez ao meio dia. R$ 70 após.

** Cervejas Diversas, Johnnie Red, Vodka Smirnoff, Espumante, Água e Refri. Energético R$5 Open Bar das 00:01am às 5:00am.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Fri Dec 19


Peanuts

domingo, 14 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Marylin Rockabilly

A atriz Bettie Page, famosa por suas fotos pin ups (fotos antigas de mulheres, que ganharam esse nome por se destinarem a pendurar na parede) e um dos ícones da revolução sexual nos anos 60, morreu nesta quinta-feira (11), em Los Angeles (Estados Unidos). Ela tinha 85 anos.

Segundo site oficial da ex-modelo (www.bettiepage.com), ela morreu de pneumonia uma semana após perder a consciência durante um ataque cardíaco.
Page foi considerada uma das mulheres mais sensuais nos anos 50 e chegou a ser considerada por Hugh Heffner criador da revista Playboy
como "a modelo do século" por seu ensaio em 1955.


"Ela capturou a imaginação de uma geração de homens e mulheres com seu espírito independente e sua sensualidade sem vergonha. Ela era a encarnação da beleza", disse Roesler.
Suas fotografias com pouca roupa chocaram a sociedade americana antes da revolução
sexual dos anos 60. Alguns dizem que ela simbolicamente ajudou a preparar o terreno para essa revolução.


Em 2005, Page foi personagem central do filme "The Notorious Bettie Page", que conta a história da a atriz e ex-modelo.


Bettie page encarnava a mulher independente do pós-guerra. Ela era a Pin Up Subversiva enquanto Marylin Monroe encarnava a pin up mainstream.

Fonte: UOL e Wikipedia

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Qualé, Bienal?


Caroline Piveta da Mota, 23, entrou no prédio da Bienal de São Paulo, pintou com spray uma parede e está presa há 40 dias. Levada ao 36º Distrito Policial , na rua Tutóia, três dias depois foi aprisionada na Penitenciária Feminina Sant´Ana, no Carandiru.

As últimas palavras a caminho da viatura foram: "Eu sou pichadora" e "Viva a pichação". Isso aconteceu no primeiro dia do evento, que termina no próximo sábado marcado por esse caso policial.A ação no segundo andar do prédio (a "planta do vazio") foi classificada como "terrorismo poético" e "intervenção artística" por seus defensores e de "vandalismo" e "atitude autoritária" pela declaração oficial de uma Bienal que tinha como lema "Em Contato Vivo" e prometia refletir sobre a arte contemporânea e o circuito artístico."Isso é uma hipocrisia absurda. Quem devia ser preso são os organizadores. O andar vazio era um convite à manifestação, à contravenção. O mínimo que a Bienal pode fazer é colocar seu advogado para liberar a moça", afirmou o artista José Roberto Aguilar.
Fora a declaração em 27 de outubro, a curadoria da mostra não quis se manifestar sobre o assunto. Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen foram procurados pela reportagem do UOL desde a semana passada, sempre alegando por meio da assessoria de imprensa que não tinham espaço em suas agendas.Quem falou foi Rafael Vieira Camargo Martins, 26, o amigo de Caroline que foi preso ao levar os documentos da garota no DP. Ele foi reconhecido pelos presentes na delegacia e acabou detido por oito dias. "Fui à Bienal porque vi as mensagens pela Internet falando da invasão. Mas não pichei nada. Fui só ver. Eles não conseguiram provar e me liberaram", contou em conversa telefônica.
Taxista na região do Ipiranga, ele afirmou que perdeu dias de trabalho e a auto-estima com a prisão. "Com que cara eu fico diante de meus passageiros, sabendo que eu estive na cadeia? Os policiais me zoaram, mas os companheiros de cela me ajudaram", conta Rafael, que participará nos próximos dias de uma manifestação pedindo a libertação da amiga.Ele deve visitar a amiga na penitenciária no próximo domingo. Ambos estão sendo processados por destruição do patrimônio público e podem pegar uma pena de três anos de reclusão. Aponta-se envolvimento em outras duas ações anteriores, em junho no Centro Universitário de Belas Artes (Vila Mariana) e na galeria Choque Cultural (Vila Madalena). As três iniciativas teriam como mentor Rafael Guedes Augustaitiz, conhecido no meio como Pixobomb, e foram registradas em vídeos ou fotos.
A ação de pichadores no segundo andar do prédio da Bienal foi classificada como "terrorismo poético" e "intervenção artística" por seus defensores e de "vandalismo" e "atitude autoritária" pela declaração oficial da Bienal
A primeira foi proposta como trabalho de conclusão de curso (TCC). Pixobomb foi reprovado, expulso da faculdade, fichado na delegacia com mais cinco amigos e processado por danos. A segunda ação queria atacar "uma bosta de galeria" que "abriga artistas do underground, então, é tudo nosso", nas palavras da carta de convocação. Esse protesto rachou em discussões e ameaças os pichadores e os grafiteiros que estão levando seus trabalhos para circuito.A turma de Pixobomb se intitula "PiXação: Arte Ataque Protesto" é formada por dezenas de jovens entre 15 e 30 anos da Grande São Paulo que se conheceram nas ruas. A garota presa é uma exceção: a gaúcha Caroline conheceu o grupo pela Internet.Outras intervenções clandestinas na mais tradicional exposição de São Paulo não tiveram desfecho tão drástico. O grupo Arac, por exemplo, colou adesivos nas pilastras e paredes do prédio e publicaram em blog um Manual para a Invasão da Bienal. Já estudantes de publicidade promoveram um flash-mob (expressão inglesa que significa multidão instantânea) com suas camisetas formando a pergunta: "Sem idéia?", filmando tudo para passar o vídeo na Web.

A ARTE COMO CRIME

A invasão da pichação inspirou o artista Eli Sudbrack a fazer uma série de peças de neon usando o grafismo exposto na galeria Casa Triângulo, que está instruída a não chamar a polícia caso os pichadores passarem para lá."Achei a ação dos pichadores fantástica, de uma coragem inacreditável. Não sei como os curadores não abraçaram o conceito. Deve haver alguma razão política. Só porque a garota não é do mesmo estrato social da elite artística", questiona Sudbrack, que pede uma ação dos artistas para liberar Caroline. "Se a Bienal não tirar ela de lá, temos que fazer algo. Eu mesmo já colei stickers em exposições importantes nos EUA. É um absurdo o que está acontecendo. Ela não é uma criminosa", critica o artista.Na blogosfera também o apoio foi maior que a recriminação. Vitor Ângelo, que mantém o blog Dus Infernus, relatou o caso do ponto de vista de alguém que estava naquele domingo 26 de outubro às 19h30. "Me deparo com a curadora Ana Cohen descabelada, chamando-gritando pelos seguranças, polícia. Vejo uma manada de jovens em uma coreografia que lembrava os animais livres da savana correndo e gritando por liberdade de expressão. Não resisti, aplaudi forte como muitas outras pessoas", escreveu Ângelo, para logo teorizar."A Bienal ao apagar os pixos assim como a grande maioria dos senhores envolvidos com a tal arte contemporânea estão situados e sitiados no terreno da cultura, já os pichadores, eles estão no terreno da arte", completou, citando frase do cineasta francês Jean-Luc Godard ("Cultura é regra, arte é exceção").A organização afirmou antes da abertura da Bienal que sabia da ação dos pichadores, mas só reforçou o policiamento, com revista de bolsas, após o incidente no primeiro dia da exposição. Na hora da confusão, os seguranças tentaram conter os protestantes até a chegada da polícia. A maioria escapou após quebrar um dos vidros do prédio.
Fonte: uol

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Psssshh....

A cidade emite sons. Fala, Murmura, Berra. Range e pia. Late e mia. Reclama, culpa e raramente conversa. E Ela segue emitindo sons, quase sempre ignorados.O artista plástico Joelson Bugila faz intervenção urbana e levanta essas questões ao nos convidar a simplesmente ESCUTAR A CIDADE.
A idéia da ação – cartazes espalhados em pontos estratégicos de grande circulação – é provocar a reflexão sobre o caos urbano, a superlotação,o tráfego, e acima de tudo sobre nossa indisposição a parar e escutar.Escutar para entender. Entender para transformar.
Em tempos de fácil disseminação de idéias, Joelson conta com seus contatos pelo mundo e não limita seu projeto a Criciúma, sendo que já existem intervenções suas em Criciúma, Tubarão, Paris, Londres.

Para participar solicite cartaz para o artista pelo e-mail: joelsomm@gmail.com, que ele envia para você.

http://www.escuteacidade.blogspot.com/

terça-feira, 25 de novembro de 2008

People We Like - Jimmy Tamborello


Por Thomas Stanton



Dias atrás eu estava escutando Postal Service na rádio e comecei a pensar sobre como a indústria musical é hoje um monstro completamente diferente do que era há 10 ou 20 anos. Uma vez a inimiga principal da criatividade humana, a indústria parece ter aparentemente ampliado o conceito do que é considerado lucrativo, subsequentemente criando interesse geral (financeiro ou não) em diferentes gêneros e subculturas musicais.

Para colocar de forma simples, quando rebanhos daquilo que a indústria chama de “consumidores inativos” (gente que costuma definir seu gosto musical pela inspirada asserção “eu ouço um pouco de tudo”) vêem ou ouvem um vídeo ou música do Postal Service, do White Stripes ou do Yeah Yeah Yeahs atiradas na superficial rotação musical do mainstream, elas desencadeiam uma estranha seqüência de eventos. O presidente cinqüentão da grande gravadora começa a perguntar ao seu filho de quinze anos qual ele acha que vai ser o próximo big hit; o rebanho daquilo que indústria costuma chamar de “consumidores ativos” (gente que por outro lado é excessivamente ambiciosa tipo “eu não escuto nada que não seja hip hop lituano lado b”) que já estão ouvindo White Stripes e Yeah Yeah Yeahs se ofendem e começam a chamar essas bandas de vendidas, só para cavarem ainda mais no underground por algo ainda mais idiossincrático ou arcaico. Os selos menores, por sua vez começam a gerar mais hype e passam a fazer algum dinheiro, e ao mesmo tempo, algum impacto no mainstream. O conceito de cool começa a mudar sutilmente. Não se trata de uma grande mudança, é muito menos um movimento musical do que seria o equivalente a uma mudança de vento, da cor do mar ou mesmo da maré (nos casos mais previsíveis).

Eu escuto o Postal Service tocar num trailer de um filme. Eu abro um número incontável de revistas e me dou conta que eu sou apenas um ponto na galáxia de pessoas minerando o underground musical.

Este cenário é de certa forma otimista, e é especificamente interessante para a figura do produtor musical. Com produtores - “gênios musicais”, o cara por trás dos caras – não há necessidade de consultoria de imagem, ou coreografias estilizadas. Produtores são o foco do “som” de uma banda.”, mas em termos de visibilidade individual, estão geralmente fora de foco. Deixe-me ser mais claro. O produtor é o cérebro do corpo musical, e apesar de geralmente estar (ou ser) escondido atrás do palco, ele vira dolorosamente óbvio quando um álbum não possui uma produção criativa.

Aqui entra Jimmy Tamborello, o cérebro por trás do Postal Service, Dntel, Figurine, Headset, e o cara perfeito com o qual se pode ficar otimista sobre a indústria musical. “Eu não recebo muita influência ou pressão das rádios mainstream, a meu ver elas estão um pouco estagnadas”. A popularidade do Postal Service é a correspondência musical (daí o nome) de Tamborello com o vocalista do Death Cab for Cutie, Ben Gibbard.

As paisagens electro-pop de Tamborello servem de pano de fundo para o murmuro de Gibbard, enquanto Dntel é a jornada de Tamborello rumo a experimentação poética. Figurine é uma sacada inteligente do synch-pop dos anos 80 e Headset é uma colaboração hip hop com Allan Avanessian, fundador e produtor do Plug Research. É, portanto desnecessário discorrer sobre a versatilidade e criatividade de Jimmy Tamborello.

O bravo duelo com o monstro que é a ideologia mainstream talvez vá jamais chegar às vias de fato: há dinheiro demais nas mãos de gente sem inspiração e muita independência e criatividade nas mentes de gente como Jimmy Tamborello. Só se espera que caras como ele continuem a injetar no mainstream doses periódicas de verdadeira ingenuidade. ”Meu processo artístico é aleatório”- diz ele, “Começa com um pequeno acidente e então vai se construindo pouco a pouco a partir daí.”. Oremos então por mais acidentes.

Texto: Thomas Stanton
Revista Fugue ( pronuciada Fiug ) aparentemente extinta - não confundir com a Fugues Mag.

Tradução adaptada – Drigo
www.jimmytamborello.com

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Handpicked - Shoes We Like

Emerica




DVS

Circa



Circa





sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Na TV ( SoMa Recomenda )

Tempos De Violência (Harsh Times) USA 2005 112:04 Colorido - Policial - 18 anos
Jim é um ex-fuzileiro que não consegue esquecer os terríveis momentos que presenciou na guerra. Enquanto possui dificuldade para arranjar um emprego na polícia ele acaba caindo na vida criminosa das drogas e da violência - Tanto “Tempos de Violência” quanto “Batman Begins” têm como cena de abertura um pesadelo vivido pelo protagonista do filme, interpretados por Christian Bale em ambos.- Noel Gugliemi, que faz o papel de Flaco, usa uma jaqueta em que está escrito “Hector”, o mesmo nome do personagem que viveu em “Velozes e Furiosos”. - A placa de carro “2GAT123”, que aparece no filme, também foi utilizada em outras produções como “Beverly Hills Cop II”, “Traffic” e “S.W.A.T.” A produção foi um marco na carreira de Christian Bale. Devido a sua atuação como Jim Luther Davis, o ator foi escalado para interpretar o milionário Bruce Wayne, em “Batman Begins”.

Próxima Exibição: Segunda, 24/11 às 11h55no Telecine Premium


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Some Yellow

Para quem tá afim de escutar um pouco de amarelo:

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Do Hubble



domingo, 16 de novembro de 2008

28 lá, 29 aqui.

Buy Nothing Day é um dia informal de protesto contra o consumismo observado por ativistas sociais ao redor do mundo. Tipicamente celebrado na Sexta Feira após o Thanksgiving nos EUA e no dia seguinte internacionalmente, em 2008 as datas serão 28 e 29 de Novembro respectivamente. A data foi criada pelo artista canadense Ted Dave e subsequentemente promovida pela também canadense revista Adbusters.

O primeiro Buy Nothing Day foi organizado em Vancouver em Setembro de 1992 “como um dia para a sociedade examinar a questão do excesso de consumo”. Em 1997, a data foi movida para a Sexta após o Dia de Ação de Graças americano, que é um dos dias mais movimentados do comércio dos EUA. Fora dos EUA, o BND é celebrado no Sábado seguinte. Apesar de controvérsias, a Adbusters conseguiu promover a data na CNN, embora a MTV e outros canais tenham se negado a fazê-lo. Segundo a MTV: “O anúncio vai além do que nós estamos dispostos a aceitar em nossos canais.”

Os primeiros países a seguirem o Canadá foram os EUA, o Reino Unido, Israel, Alemanha, Nova Zelândia, Japão, os Países Baixos e a Noruega. Hoje a participação ocorre mais de 65 países.

Alguns críticos alegam que o BND simplesmente faz com que os participantes deixem para comprar no dia seguinte, e chegou-se a sugerir que um “Consume Nothing Day” seria mais eficaz, a Adbusters diz que “não se trata de mudar os hábitos por um dia” mas “de empreender um comprometimento duradouro em consumir menos e produzir menos lixo”.


Fonte: wikipedia
Link: www.adbusters.org

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Not So Easy

O que esperar de um presidente americano?

Eu venho vendo nos últimos dias uma série de artigos e entrevistas em nossos canais de notícias, na mídia impressa e na internet, todos discutindo (e especulando) sobre o que esperar do presidente eleito americano.

Invariavelmente chega-se a determinado momento onde o entrevistador faz a pergunta: E o Brasil? O Governo Obama será bom ou ruim para o Brasil? Segue uma sempre igual ladainha sobre protecionismo e sobre o peso da América Latina no cenário político e econômico.

Eu não considero que essas preocupações sejam de todo impertinentes, é natural que ao se dar conta da significância do fim da era Bush se queira saber o que esperar daqui por diante, uma vez que um novo cenário político nos EUA impactará a vida de todos nesse planeta.

Contudo, eu penso que poucos de nós realmente pararam para pensar de forma crítica (e não meramente repetirmos o que “aprendemos” com a mídia) sobre como e porque George W. Bush foi tão ruim, como e porque Obama pode significar mudança real, e como e porque a política americana afeta o nosso dia a dia aqui no sul do mundo.

Eu acredito que para começarmos a buscar essas respostas temos que abrir nossas mentes para algo que é mais do que um exercício mental, mas nesse momento uma necessidade – uma mudança de mentalidade que nos permita de fato aceitarmos que acima de nossos subsistemas econômico e político reina um sistema maior – a biosfera.

Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas
da Terra. Incluem-se na biosfera todos os organismos vivos que vivem no planeta, embora o conceito seja geralmente alargado para incluir também os seus habitats.


O homem, como ser vivo, faz parte da biosfera, modificando-a positiva ou negativamente.

Os seres vivos dependem uns dos outros e mantêm relações específicas com o meio ambiente. Com exceção do homem, que consegue se fixar e viver em quase todos os lugares do planeta, devido ao alto grau de adaptabilidade que lhe é natural, cada ser vivo tem um ambiente em que se adapta melhor e que, sendo modificado, pode afetar o ecossistema. Por isso, o homem tem uma responsabilidade acrescida na saúde da biosfera..


Uma dos grandes erros de concepção de parte do movimento ambientalista é conceber que a destruição da biosfera levará a destruição do planeta. O planeta vai sobreviver enquanto quem está em risco de extinção é a raça humana, o que também não seria anormal se levarmos em conta que 99,9% das espécies que já habitaram esse planeta não mais existem. A tragédia é que somos uma espécie extremamente nova, apesar do grau da infecção que causamos à Terra, chegamos relativamente tarde ao planeta.( Se a terra houvesse surgido no dia 1º de janeiro o Homem teria surgido às 23:59:59 do dia 31 de dezembro.)

Há 400 milhões de séculos uma célula se formou desenvolvendo consigo um gene que é o código para tudo o que somos hoje. Fazem parte do organismo que chamamos de Homem Contemporâneo, o Homo Sapiens, cerca de cem trilhões de células, as quais 90% não são na verdade humanas – são fungos, bactérias e outros microrganismos.

Somos um universo dentro de um universo e dentro de nós está a história da nossa vida na terra, desde a primeira célula original até esse momento. Neste mesmo momento , dentro de cada um de nossos corpos, cerca de seis septilhões (seis seguido de vinte e quatro zeros ) de atividades estão acontecendo ao mesmo tempo. Nos próximos dez segundos mais coisas acontecerão em seu corpo do que em toda a história conhecida dos planetas, das estrelas e asteróides.

A isso chamamos de vida.

Mais do que um conjunto de felizes coincidências cada um de nós é um sistema que luta a cada segundo por sua sobrevivência, comandados por aquilo que chamamos de mente humana.

Foi a mente humana que, ao desenvolver a consciência e logo em seguida inventar o conceito de futuro, nos permitiu a sobreviver e eventualmente dominar as outras espécies. Esse conceito nos permitiu entender que nossas ações presentes poderiam afetar nossa situação mais adiante, e criou-se o que então chamamos de escolha. Reconhecemos onde estão as oportunidades e ameaças e escolhemos de acordo. Assim sobrevivemos até hoje.

O problema é que essa mesma mente deu-nos a falsa impressão de que somos desconectados dos demais sistemas que nos circundam, um distúrbio de raciocínio que nos faz pensar que somos separados da natureza ( a qual tentamos dominar ), enquanto na verdade mais do que fazermos parte dela, nós somos natureza.

Conquistar e dominar a natureza é a premissa essencial do sistema em que vivemos.

Esse processo de desconexão vem se intensificando nos últimos milhares de anos e nos últimos duzentos anos esse processo acelerou-se bruscamente.

Um elemento contribuiu essencialmente para que isso ocorresse.

Por toda a história humana, os seres humanos viveram com a quantidade de energia que dispunham, isto é, com a quantidade de sol que tinham. O sol batia nos campos, os campos cultivavam plantas, as plantas faziam celulose, os animais comiam celulose, nós comíamos as plantas e os animais, usávamos roupas e plantas feitas de vegetais e animais, nos transportávamos por meio de animais. Vivíamos enfim com o sol que tínhamos – o sol que chegava à Terra em um ano era o máximo de energia que podíamos usar naquele ano.

Assim, até alguns milhares de anos atrás nossa população e manteve sempre abaixo de um bilhão.
Foi então que começamos a descobrir pequenas bolsas de energia solar armazenadas na Terra, principalmente na forma de carvão e óleo.

Isto permitiu que atingíssemos a marca de um bilhão de habitantes pela primeira vez na história humana em 1800. Levou-nos apenas 130 anos até que atingíssemos 2 bilhões em 1930, e apenas 30 anos para que atingíssemos 3 bilhões em 1960. A população atual é de 6,4 bilhões de habitantes.

O motivo de termos conseguido esse crescimento demográfico exponencial é porque produzimos comida e vestuário com essas reservas de luz do sol armazenadas na Terra há 300 ou 400 milhões de anos.

Sem tecnologia, se tivéssemos que viver hoje com o sol que incide na terra tão somente, o planeta não poderia abrigar muito mais do que meio bilhão de pessoas.

O que aconteceu é que nos últimos milhares de anos nos tornamos bons alquimistas, transformando o carbono e consequentemente o petróleo no alicerce de todo nosso sistema, de tudo o que consumimos.

Toda complexidade de nossos problemas políticos e econômicos se resume no fato que esse crescimento exponencial fez com que hoje sejamos gente demais usando recursos de menos, e de forma bastante desigual.

Os EUA emprestam do mundo 800 bilhões de dólares por ano para financiar o seu excesso de consumo, emitindo mais de um bilhão de dólares em notas promissórias e títulos da dívida por dia. Um terço desse déficit, cerca de 250 bilhões, é diretamente resultado da importação de óleo. A Exxon-Mobile é hoje maior do que todas as companhias de automóveis do mundo somadas.

Vivemos hoje uma convergência de crises. Desde a criação da corporação dentro do sistema capitalista até a sua transformação na instituição dominante da nossa era vivemos algumas crises, em parte decorrentes do que talvez possamos chamar de institucionalização da ganância. Porém o que vivemos hoje é mais do que uma crise do sistema econômico ou mesmo uma crise política generalizada como foram as guerras mundiais.

O que está em jogo nesse momento é a sobrevivência de um sistema de dependência em combustíveis fósseis que foi concebido há mais de duzentos anos, com a invenção da máquina a vapor e a conseqüente revolução industrial.

Embora a corrida tecnológica tenha dominado boa parte do século passado, talvez só agora a tecnologia se coloca como não somente uma aliada do poder econômico, mas como a única solução para a nossa sobrevivência enquanto espécie. Talvez esse momento seja, enfim, a revolução tecnológica.

Um revolução tecnológica envolve a utilização eficiente da energia solar e dos ventos, a concepção de formas alternativas de transporte, uma redefinição dos métodos de produção e acima de tudo uma economia sustentável.

Infelizmente, talvez o maior fracasso ou canalhice ( dependendo do ponto de vista ) do governo Bush ( e em menor escala de todos os governos americanos nas últimas décadas) tenha sido a sua inabilidade (ou falta de vontade) em transformar essas revolução tecnológica em lei.

Isso se dá mais do que em parte devido ao fato que os EUA possuem uma constituição que autoriza algumas corporações a tomar decisões que só beneficiam uma minoria. Essa constituição permitiu os EUA se tornarem a potência que são, mas a partir de meados do século passado, quando começamos a entender as conseqüências desse sistema, ela passou a se tornar uma constituição questionável, e eu penso que os líderes que dela se utilizaram para favorecer a indústria do petróleo foram mais do que irresponsáveis – foram criminosos.

Há dinheiro demais na política.

Thomas Jefferson, o terceiro presidente americano, advertiu em 1808 para a necessidade de se rever a constituição a cada geração. Ou seja, os fundadores dos EUA não poderiam antever em 1776 os problemas que estamos hoje enfrentando.

Durante os anos 60 e 70 houve nos EUA uma união entre democratas e republicanos para tratar de algumas questões que são hoje urgentes. Nesse período foram redigidos a Lei Política Nacional Ambiental, A Lei do Ar Puro, a Lei da Água Limpa, o Tratado das Espécies em Extinção. Todo esse esforço foi gradualmente erodindo pelas políticas de Reagan, Bush I, e por fim nocauteadas nos últimos oito anos.

Para ilustrar - o Chefe de Estado Maior do Conselho de Qualidade Ambiental dos EUA do governo Bush, Phil Cooney, não é um cientista, mas sim um advogado que trabalhou a vida toda como lobista do Instituto Nacional do Petróleo antes de ir parar na Casa Branca.

O que então esperar de um Governo Obama?

Esperamos um governo que entenda que o sistema econômico é um subsistema, dentro de um sistema maior – a biosfera.

Que entenda que o sistema econômico é atualmente concebido para crescer e se expandir, enquanto a biosfera não cresce – tudo nela busca equilíbrio e manutenção. Isso faz com que a economia abuse da biosfera, e acabe por fazer menos favorável a vida humana.

Em suma, um governo que lidere o mundo nesse novo século deve considerar que a qualidade de vida deve sobrepor o lucro como finalidade, e deve enxergar o lucro como meio.

Um governo que lidere o mundo nesse novo século tem uma tarefa nada pequena – liderar a reinvenção do sistema industrial.

Hoje, para cada quilo do que é produzido são gerados 32 quilos de lixo.

Um governo que lidere deve se inspirar na natureza e seus sistemas sustentáveis, onde o que é lixo para um vira alimento para outro.

Os problemas que estamos enfrentando não são um problema tecnológico, um problema de excesso de CO2 na atmosfera, um problema de aquecimento global e não são um problema de lixo. Todas essas coisas são sintomas.

O problema é a nossa mentalidade. O problema é fundamentalmente cultural. Foi na raiz de nossa cultura que a doença se instalou.

Quando minha sobrinha de um ano e nove meses chegar à universidade, ela terá assistido cerca de 500 bilhões de comerciais e será capaz de identificar milhares de logotipos e marcas. Ela nasceu num mundo onde a maioria das pessoas passa o dia trabalhando para poder comprar mais e onde existe uma consciência crescente de que precisamos manter a economia global.

Antes mesmo da atual crise econômica, a economia virou o assunto principal na mídia, suplantando mesmo o esporte, salvo quando ocorrem algumas tragédias. A preocupação principal dos governos, seja na China, no Brasil ou em Israel, é dar ao povo o poder de consumo.

Uma vez que passamos a consumir símbolos mais do que produtos em si, se torna praticamente impossível reverter essa situação. Um símbolo tem um poder sutil que lida com o nosso inconsciente. Para mudar a consciência é preciso mudar o objeto de desejo para chegar à raiz do problema, a idéia da expansão ilimitada.

Essa é uma transformação cultural.

Vivemos numa sociedade que adquire conhecimento através de mídia, e não mais diretamente da Terra. Não temos mais contato direto com nossas fontes de sobrevivência e não mais aprendemos com nossas próprias experiências.

Somos como astronautas flutuando, desconectados, dependentes de informações que nos chegam de muito longe, filtradas e interpretadas por pessoas com histórias muito diferentes das nossas.

Mentalmente dormentes, não vemos a beleza do mundo, e procuramos assim por substitutos.

“Você não pode jamais ter o suficiente daquilo que você não quer de fato.”
Eric Hoffer

As pessoas precisam aceitar individualmente o custo dessa transição, e a grande maioria precisa ser conscientizada da real necessidade de mudança. Essa maioria acorda de manhã, se preocupa em ir trabalhar, levar os filhos à escola, programar as suas férias e assim se passam dias meses semanas e anos.

Essa é uma escala de pensamento muito estreita para lidar com os problemas que temos que enfrentar. Precisamos nos dar conta de como a não sustentabilidade do sistema em que vivemos afeta nossa vida cada vez mais.

Para viver de forma sustentável, não precisamos voltar a ir morar nas florestas.

Podemos, contudo nos inspirar na natureza para redefinir a forma como vamos utilizar a tecnologia que já dispomos, aliando o nosso conhecimento cientifico e tecnológico ao nosso conhecimento cultural.


Esses são os desafios de uma nova liderança global. E o que se espera de uma presidência da nação que almeja ser líder no planeta é que ela lidere essa transformação em direção a um estilo de vida sustentável, que vise o equilíbrio e não a expansão e dominação. Esperamos um governo que seja um governo global, cujas ações visem o bem de todo o planeta.

Não acredito que esse governo global vá se formar em um mandato ou dois. Mas essa é a visão daquilo que o mundo deva almejar, e pelo qual devamos lutar. Esses são os valores que devemos defender.

Compilação, redação e opinião: Drigo

Fontes:
http://11thhouraction.com/
http://www.change.gov/
Wikipedia






Deu no NYT


O grupo ativista de "trotes progressistas" Yes Men começou a distribuir ontem à noite e continuou ao longo do dia de hoje 1,5 milhão de cópias falsas do New York Times em Nova York e em Los Angeles. O jornal tem data de 4 de julho do ano que vem e traz a manchete "Acaba a Guerra do Iraque" e notícias como o Tesouro anunciando um plano de impostos sensato, o Ato Patriota sendo revogado e George W. Bush sendo julgado por cimes de guerra.
A circulação é quase a mesma do New York Times de verdade, e eles contaram com um exército de voluntários para distribuir os jornais, pessoal que pegou os pacotes ontem à noite e na manhã de hoje. A preparação toda foi feita por códigos, e os Yes Men criaram dois sites, um para a operação, BecauseWeWantIt, e outro com um time de advogados para liberar rapidamente o distribuidor que fosse preso pela polícia. Os jornais estão sendo entregues nesse momento nas entradas dos metrôs de Manhattan e em outros lugars. Às 12h locais, o pessoal deu uma coletiva explicando tudo.
Fonte: Folha