sábado, 14 de novembro de 2009

Port O´Brien











Port O´Brien é uma banda que combina elementos do folk e do indie rock. A banda é do norte da Califórnia ( como tantas ) e já tocou com Nada Surf, Bright Eyes e Modest Mouse, se isso serve como referência.
Na verdade eu cheguei a confundir a banda com Modest Mouse e depois pensei que fosse um side project do Issac Brock, porque tudo é muito parecido ( voz inclusive ).
Vale curtir e é clicar î para ouvir.

Carta Aberta ao Prefeito de Criciúma



Ao Sr. Clésio Salvaro, prefeito de Criciuma:

Sr. Prefeito,

A humanidade entrou, no decorrer das últimas décadas, num processo de conscientização sobre a necessidade de recuperarmos qualidade de vida. Isso se faz ver em diversos aspectos que vão desde a preocupação individual com a saúde do corpo ao interesse por meios de se atingir serenidade mental. Vai das políticas de respeito à diversidade cultural à consciência de que vivemos num planeta vivo e frágil.

Essa busca por qualidade permeia a economia e a política, e altera sutilmente nossos hábitos de consumo, nossas rotinas e nossa maneira de ver o mundo. Mais do que isso, esse fenômeno ao mesmo tempo provoca e demanda ações em todos os níveis da sociedade; público e privado, federal, estadual e municipal, comunitário e familiar.

Envolve diferentes classes de profissionais: políticos, médicos, sanitaristas, urbanistas, líderes religiosos, ecologistas, jornalistas e legisladores. Isso porque a necessidade é clara e iminente. Estamos adoecendo e precisamos cuidar, uns aos outros e assim sendo, cuidarmos do planeta.

A constante consciência desta realidade deve ser essencial ao homem público e a todo aquele que ganha o voto de confiança da sociedade, para guiar e direcionar suas ações. É isso que esperamos de nossos líderes. Creio que a esse ponto seja claro a todos os brasileiros que a função para qual elegemos nossos lideres são primordialmente as de direção e administração dos interesses comuns. A esse ponto a sociedade brasileira claramente rechaça o autoritarismo e a sobreposição do interesse de grupos ao interesse geral.

Vivemos numa cidade forte. Criciuma traz consigo uma força inerente, que vem da energia concentrada em nosso solo, do espírito empreendedor de nossos fundadores e do sangue novo daqueles que chegam cheios de vontade de somar, muitas vezes se tornando de fato, criciumenses.

Contudo nem sempre conseguimos, em nossa cidade, dar forma e direção a essa força. Isso se evidencia na nossa falta de planejamento urbano e na falta de empenho de nossos empresários em relação à obtenção do bem comum. Evidencia-se na forma como dirigimos nossos carros e cuidamos de nossos jardins.

Essas não são características únicas de Criciuma, são talvez mesmo conseqüência do tamanho de nossa vontade, de nossa força, que por vezes é maior do nós mesmos.

Acredito, porém que chegamos num ponto crucial em nosso desenvolvimento. Nunca construímos tantos prédios e nossa frota de veículos nunca foi tão reluzente. Contudo, Criciuma está feia. Não tão feia como quando o carvão cobria nossas ruas, mas certamente há um crescente descompasso entre o desenvolvimento do espaço público e o privado.

Não planejamos nossa rede de esgoto e hoje dirigimos entre o lodo e os buracos. Não plantamos árvores e não construímos vias de acesso. Não cuidamos de nossos rios. Nossas ruas não comportam nossos carros e nossas calçadas não privilegiam o pedestre. Não nos atemos a palavras que fazem parte do planejamento urbano: padrão, acesso, segurança.

Essas questões não são criciumenses. São brasileiras. Muitas de nossos problemas atuais não foram necessariamente gerados por Criciuma. Contudo, senhor prefeito, cabe a nós, cidadãos, e a você, enquanto administrador, reverter o quadro.

O que me preocupa, senhor prefeito, não são os obras, mas a forma como estão sendo conduzidas. Se os buracos são necessários, a sujeira e a má sinalização não são. Se não há dinheiro, senhor prefeito, há capital humano de sobra em nossa cidade. O que precisamos é de direção. Não queremos lideres paternalistas, e sim líderes que nos agreguem e nos sugiram um norte.

O que me preocupa mais senhor prefeito, nesse momento, e o que gerou essa carta, é ver no meio do caos que nos encontramos, o senhor, a câmara de vereadores esgotando a nossa paciência em torno de um projeto um de bar, de 110 m2, na Praça do Congresso. Ao lado de um colégio, senhor prefeito? Onde está sua cabeça?

A Praça do Congresso é um oasis numa cidade que está feia. Ela é um de nossos únicos orgulhos urbanos. Gostamos de caminhar naquele que é um dos únicos lugares onde a feiúra do nosso espaço público e a loucura de nosso trânsito nos permite admirar as casas, os prédios, a cidade. Não se trata aqui de ser contra bares e quiosques, mesmo em determinadas praças como a Nereu Ramos, que é um centro comercial. O conceito e o contexto da Praça do Congresso que não admitem essa incômoda intervenção. Não importa o que se venda ali, o espaço é público e necessário. Há suficiente comercio em nossa cidade. Há barulho demais. E há lixo demais.

Cuidemos de nossos jardins, prefeito Salvaro. Eles são essenciais à qualidade de vida tão precária em nossa cidade. Bares não são. Para que mais um bar? Construamos mais parques, plantemos mais árvores, protejamos nossas crianças e defendamos o bem comum. Acima de tudo, Sr. Clésio Salvaro, defendamos o bem comum.

Por favor, senhor prefeito, confiamos no senhor. Não nos deixe mais preocupados. Não nos deixe mais estressados.

Rodrigo Barata

sábado, 24 de outubro de 2009

Growing Pains ( Not Holden Cauldield's) II

Para o deleite dos fãs em todo mundo, os Strokes estão trabalhando num novo álbum.

Para o desalento dos fãs ao redor do mundo, não há consenso entre os membros da banda se o álbum está pronto ou não. hum.

Numa entrevista a um tablóide inglês (via NME), Julian Casablancas revelou que a discussão interna em relação ao amadurecimento das faixas está atrasando progresso do novo álbum.

"Não há consenso sobre as faixas estarem prontas. Alguns na banda acham que sim, outros acham que não. Eu estou mais ou menos no meio."

É natural e faz parte do processo criativo. Mas é complicado chegar a um consenso quando os membros da banda estão tão distantes. Ele então encerra com a sinistra observação:

“Uma banda é uma excelente maneira de se arruinar uma amizade”

Ah os dias em que se podia freqüentar os lugares legais no East Village e com freqüência ver os Strokes curtindo juntos.

Nota para os jovens: O álbum solo do Julian Casablancas sai em dez dias.

Fonte: Fuel Blog

Tradução: Drigo

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Bomba Anarquista ou Instrumento de Controle?

Somos ferramentas de nossas ferramentas, postula Neil Postman em Technopoly (wikipedia). Segundo ele, novas ferramentas alteram nossa maneira de pensar de forma a conferir a uma cultura sua noção sobre o que é razoável, o que é necessário e o que é real.

Se tomarmos as teorias de Postman por verdade, nada as ilustraria melhor do que o Ipod, que deste ponto de vista vem escravizando milhões, criando uma necessidade crescente por mais memória, mais usos, mais tamanhos, mais cores e mais tempo dedicado a seu uso.

Fica, contudo, difícil argumentar, quando estamos presos no trânsito, no ônibus, num avião ou caminhando pela cidade, que o Ipod altera nossa realidade para melhor.

Há oito anos viemos nos familiarizando com a imagem de indivíduos conectados aos seus fones de ouvido para onde convergem veias conduzindo impulso eletrônico, encapsulando a consciência individual em sua própria paisagem. Para alguns essa visão é um desconfortante sinal de que o mundo está se tornando cada vez mais despersonalizado e desumano. Outros pensam que a privacidade de nossas consciências é agora um privilégio que beira a necessidade.

Não há como negar que desde sua inserção no começo deste século, e sua quase universal adoção pelos amantes da música, o objeto de arte em forma de tocador de mp3 fez mais do que alegrar nossas horas solitárias em aviões, trens e automóveis. Ele remodelou nossa relação com o tempo e o espaço. A razão é um fenômeno filósofos vem chamando de Podcrastinação – a suspensão voluntária de nosso engajamento com a realidade, numa versão mais sofisticada daquilo que dizem que o capitalismo nos é capaz de induzir, um estado dequase delírio

É confortante imaginar que o Ipod e a podcratinação são capazes de modificar tanto nossa noção de espaço interno quanto do mundo material que nos rodeia. Contudo temos que ao menos considerar o fato que, no caso do Ipod, a consciência, embora individual e privada, vem sendo adquirida através da indústria da consciência, ou seja, a noção de que a mídia corporativa vem sendo administrada agora de forma muito mais sofisticada e sutil, e, portanto, mais eficientemente controladora.

Talvez o Ipod nos permita não viver fora do capitalismo, mas dentro dele

Como diz Gina Arnolds, em "Podcrastination" ( Ipod and Philosophy ):

" Eu arriscaria dizer que não é o aparelho em si que vem servindo o propósito capitalista, mas sim sua capacidade de nos disponibilizar mídia corporativa gravada onde e quando a desejarmos."

Contudo um podcast não é meramente mais um meio de entrega de conteúdo corporativo.

O podcast é na verdade o aspecto do tocador de mp3 que o separa do walkman ou do rádio portátil que os antecederam. Aqueles aparelhos também nos permitiam abstração do barulho infernal do cotidiano, mas apenas o podcast é capaz de nos livrar da teia do continuum de tempo e espaço.

Um podcast é algo, em áudio ou vídeo, que aparece automaticamente no seu disco rígido, tanto quanto o rádio e a televisão apareciam automaticamente em seus respectivos aparelhos condutores. Mas diferente destas mídias, que distribuem somente conteúdo corporativo, os podcasts podem ser gravações feitas individualmente, uma espécie de equivalente às fitas cassete que gravávamos para dar de presente, só que muito mais facilmente distribuídas. O podcast nos permite transmitir conteúdo que nós mesmos criamos através da internet. Tudo o que precisamos fazer para acessá-lo é pesquisar e fazer o download de acordo com nossos interesses particulares.

Além disso, é algo que constantemente se renova, sendo atualizado cada vez que plugamos o nosso aparelho de mp3 em nosso PC. Umpodcast pode ser uma gravação feita por um amigo no exterior, um set de músicas para ser compartilhado, um especial de uma estação de rádio, um jornal anarquista ou a versão pocket do seu telejornal ou programa de TV preferido. Pode ser enviado diretamente a um indivíduo ou por meio de um servidor para o oceano de olhos e ouvidos que se conectam ao mundo virtual.

Colocando de uma forma simples, podcast é o oposto de broadcast.

Para alguns isto representa uma tecnologia sem precedentes, que garante ao indivíduo mais poder e emancipação. Para estes o Ipod é quase uma bomba anarquista. Para outros, se trata de uma forma mais sutil do propósito capitalista em controlar nossos desejos e criar necessidades artificiais.

Embora o Ipod não tenha se popularizado e conseqüentemente impactado o Brasil da mesma forma que o fez na América do Norte, Europa e Ásia, ele é o aparelho de uma geração. Enquanto o celular se impôs como um meio essencial de comunicação nos anos 90, o Ipod se impôs como um meio essencial de transmissão e entrega de conteúdo nos últimos anos.

O Iphone e outros smartphones agora unem as duas tecnologias, proporcionando um grau de interatividade jamais concebido, e com implicações em nossa percepção e interação com a realidade que só o tempo nos permitirá avaliar com profundidade.

Fontes:

Pop Philosophy Podcast

Wikipedia

Prodcastination – Ipod and Philosophy - Gina Arnolds

Tradução, Compilação e Contribuição – Drigo

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Alguém já usa mixcloud?

What is Mixcloud? from Mixcloud on Vimeo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Planto illa lacuna mei

(...) Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo,
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco - não sei qual - e eu sofri.
vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos,
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conse-
guisse,
Amei e odiei como toda a gente,
Mas para toda a gente isso foi normal e institivo,
E para mim foi sempre a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.
(...)
Álvaro de Campos
em Passagem das Horas

Opiário




A paradox
By astrological mistake
I stumble through the room
And by mechanical disaster
I fall
Into a garden where stemless flowers float

And at the numb touch of morfine
I lose myself in throbbing transparency
On a night filled with diamonds
I see the full moon rise just like my fate
-I have my nerves in the gallows-

And what I have is nothing but fever
It is simple fact
I am sick

So I take lots with alchool
And I am drunk before wine
And my soul was ill before this line

It is hard to believe
That I have skills for I can't feel it
And all in this world
Has always bothered me

So I fall hard into this opium ditch
Where I can't be asked by honest souls
To have hours to sleep and eat

If they only knew that these nerves are my death!

And since no vessel will take me aboard
I let myself sink into nothingness

I would be tired anyway
And I wish I had more opium to go from there to here
So my dreams,
My only friends
Would make me disappear


Adaptação livre de Pessoa por
Drigo Feb 2005

O Capitalismo e a loucura das multidões

O termo mania das tulipas ou tulipamania é aplicado metaforicamente a qualquer bolha especulativa de grande escala, que passa da euforia ao pânico, até culminar em uma crise econômica.

A expressão está ligada a um episódio da História dos Países Baixos: a crise das tulipas, gerada na República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos, durante o século XVII, quando um bulbo de tulipa passou a ser vendido pelo preço equivalente a 24 toneladas de trigo. O ápice dessa crise ocorreu entre 1636 e 1637.

A tulipa foi introduzida na Europa durante a metade do século XVI à época do Império Otomano. Imagina-se que seu cultivo nas Sete Províncias tenha começado em 1593, quando Charles de l'Écluse criou mudas de tulipa capazes de tolerar as ásperas condições climáticas nos Países Baixos , a partir de bulbos que lhe haviam sido enviados da Turquia por Ogier de Busbecq. No começo do século XVII, a flor já era muito usada na decoração de jardins e também na medicina.

Apesar de não terem perfume e florecerem apenas por uma ou duas semanas ao ano, os jardineiros holandeses apreciavam as tulipas por sua beleza. Muitos mercadores, artesãos e colecionadores preferiam colecionar e pintar tulipas a quadros.

Rapidamente a popularidade das flores aumentou. Mudas especiais recebiam denominações exóticas ou nomes de almirantes da marinha holandesa. As mais espetaculares e altamente desejadas tinham cores vívidas, linhas e pétalas flamejantes.

A tulipa se tornara um cobiçado artigo de luxo e símbolo de status social e estabelece-se a competição entre membros das altas classes pela posse das variedades mais raras. Os preços disparam.

Em 1623, um simples bulbo de uma variedade famosa de tulipa poderia custar muitos milhares de florins neerlandeses . Tulipas foram trocadas por terras, animais valiosos. Algumas variedades podiam custar mais que uma casa em Amsterdã. Dizia-se que um bom negociador de tulipas conseguia ganhar seis mil florins por mês, quando a renda média anual, à época, era de 150 florins.

Por volta de 1635, a venda de 40 bulbos por 100.000 florins foi um recorde. Para efeito de comparação, uma tonelada de manteiga custava algo em torno de 100 florins e oito porcos graúdos custavam 240 florins. O recorde foi a venda de um dos mais famosos bulbos, o Semper Augustus, por 6.000 florins, em Haarlem.

Em 1636, tulipas eram vendidas nas bolsas de valores de numerosas cidades holandesas. O comércio das flores era encorajado por todos os membros da sociedade; muitas pessoas vendiam ou negociavam suas posses no intuito de especular no mercado de tulipas. Alguns especuladores tiveram muito lucro, enquanto outros perderam tudo ou quase tudo o que tinham.

Negociantes passaram a vender bulbos das tulipas que tinham acabado de plantar ou ainda que intencionavam plantar (os chamados contratos futuros de tulipa) - apesar de um édito de 1610 ter proibido esse tipo de negócio. O fenômeno foi chamado windhandel ("negócio de vento") e ganhou espaço sobretudo em tavernas de cidades pequenas, onde se usava uma espécie de lousa para indicar as ofertas de preço.

Em fevereiro de 1637, os comerciantes de tulipas não conseguiam mais inflacionar os preços de seus bulbos e então começaram a vendê-los. A bolsa de valores estourou. Começou-se a suspeitar que a demanda por tulipas não duraria e isso propagou o pânico no mercado. Alguns deixaram de segurar contratos para compra de tulipas, estabelecidos a preços que agora eram dez vezes maiores que os preços de mercado; outros se acharam na posse de bulbos cujo preço era muito inferior ao que haviam pago.

Conseqüentemente, milhares de holandeses, incluindo executivos e membros da alta sociedade, ruíram financeiramente.

Tentativas de resolver a situação fracassaram. Os juízes consideraram os débitos como contratados através de especulação e, portanto, sem corroboração legal. Assim, as pessoas permaneceram abarrotadas de bulbos comprados antes da quebra, já que nenhuma Corte determinaria a execução do pagamento desses contratos.

Seja a bolha eletrônica da NASDAQ em 99, a bolha das telecomunicações no começo dos anos 2000, a crise imobiliária de 2008 ou no caso das tulipas, ao menos no que diz respeito à economia capitalista, não há nada de novo quando as multidões vão à loucura.

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Em Poa - clique para ampliar

Obama e o Prêmio Nobel ( NY Times )



Surpreendentemente, o Comitê Nobel anunciou nesta Sexta Feira que o seu anual prêmio da paz seria dado ao presidente Obama “por seus esforços extraordinários em fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos”.

Menos de nove meses depois de tomar posse, o comitê declarou que Obama “criou um novo clima internacional”.

Com forças Americanas no Iraque e no Afeganistão, o nome de Obama não era sequer cogitado para ser ganhador até minutos antes de o prêmio ser anunciado.

Até então o presidente do Zimbábue, Morgan Tsvangirai era o favorito, e surpresos, os correspondentes presentes durante o anúncio pressionaram o diretor do comitê, Thorbjorn Jagland, a explicar as razões pelas quais Obama prevaleceu sobre outros candidatos, que incluíam ativistas pelos direitos humanos na China e no Afeganistão.

Especificamente, um repórter sugeriu que Obama possa vir ficar atolado numa guerra no Afeganistão, como Johnson no Vietnã.

Mas o Sr. Jagland disse que o comitê queria destacar os esforços diplomáticos até agora e não antecipando eventos futuros.

Se o prêmio foi dado cedo demais na presidência Obama, o Sr. Jagland, ex primeiro ministro da Noruega respondeu: “Nós não estamos dando o prêmio pelo que pode acontecer no futuro, mas pelo foi feito no ano anterior. E nós esperamos com isso destacar o que ele vem tentando fazer.”

Entrevistado mais tarde na sala de conferência do Comitê Nobel, cercado por fotografias de laureados em anos anteriores, o Sr. Jagland disse não ser relevante a noção de que Obama ainda não foi testado.

“A questão que devemos nos perguntar é quem fez mais no ano anterior para acentuar a paz no mundo,” disse o Sr. Jagland. “E quem fez mais do que Barack Obama?”

Ele comparou a seleção de Obama com o prêmio em 1971 ao então chanceler da Alemanha Ocidental Willy Brandt por sua “Ostpolitik”, a política de reconciliação com a então Europa comunista.

“Brandt não tinha alcançado muito quando recebeu o prêmio, mas um processo começou com ele que culminou com a queda do Muro de Berlim,” disse o Sr, Jargland. “O mesmo caso foi o prêmio dado a Mikhail Gorbachev em 1990, por lançar a Perestroika.”

“Pode-se dizer que Barack Obama está tentando mudar o mundo, da mesma forma que essas duas personalidades mudaram a Europa.”

“Temos que colocar o mundo nos trilhos de novo,” ele disse. Sem se referir especificamente à era Bush, ele continuou: ”Veja o nível de confrontamento que tínhamos há apenas alguns anos atrás. Agora temos um homem que não só está disposto, mas provavelmente apto a abrir o diálogo e fortalecer as instituições internacionais.”

Ele destacou o comprometimento de Obama com o desarmamento nuclear como um dos tópicos cruciais para qualificá-lo ao prêmio.

A administração Obama está lidando com crises globais do Oriente Médio ao Irã à Ásia Menor e a Casa Branca está considerando se aumenta ou não o número de tropas no Afeganistão.

Durante a entrevista, o Sr. Jagland se negou a comentar diretamente se os EUA deveriam aumentar seu comprometimento militar no Afeganistão, mas disse que o potencial para uma situação similar ao fracasso no Vietnã é existente. “Deveríamos tentar evitar tudo aquilo,” ele disse. “Este não é somente um conflito para Obama. Diz respeito a todos nós.” Obama pediu por reduções nos arsenais nucleares e vem buscando recomeçar as conversas de paz entre Israel e a Palestina. Mas ele também enfrenta desafios com o Irã temendo que Teerã esteja desenvolvendo uma arma atômica – o que o Irã não assume.

Na conferência hoje cedo, o S. Jagland disse: “Uma das primeiras coisas que ele fez foi ir ao Cairo tentar conversar com o mundo Islâmico, e então recomeçar as negociações para depois dirigir-se ao resto do mundo através das instituições internacionais.

O presidente Obama foi o terceiro líder democrata a ganhar o prêmio em dez anos, seguindo o vice-presidente Al Gore em 2007 e o ex-presidente Carter em 2002.

O último presidente no cargo a receber o prêmio foi Woodrow Wilson em 1919. Roosevelt foi selecionado em 1906 enquanto na Casa Branca e Carter mais de 20 anos depois de deixar o cargo.

O prêmio no ano passado foi dado ao presidente da Finlândia, Martii Ahtissari, por seus esforços de paz na África e nos Bálcãs.

O prêmio vale o equivalente a US$1.4 milhão e será entregue em Oslo no dia 10 de Dezembro.

A declaração oficial diz que: “O Comitê Norueguês Nobel decidiu que o prêmio Nobel da Paz em 2009 será dado ao Presidente Barack Obama por seus esforços extraordinários em fortalecer a diplomacia e cooperação entre os povos. O Comitê deu especial importância a visão e ao trabalho de Obama por um mundo sem armas nucleares.”

“Obama tem, enquanto Presidente criado um novo clima na política internacional. A diplomacia multilateral recuperou uma posição central, com ênfase no papel que as Nações Unidas e outras instituições internacionais podem desempenhar mesmo durante os mais difíceis conflitos internacionais. A visão de um mundo livre de armas nucleares vem poderosamente estimulando o desarmamento as negociações de controle nuclear. Graças à iniciativa de Obama, os Estados Unidos estão agora desempenhando um papel mais construtivo no que diz respeito aos desafios climáticos que o mundo vem enfrentando. A democracia e os direitos humanos estão sendo fortalecidos.”

Por 108 anos, o Comitê Nobel Norueguês tem buscado estimular precisamente que a política internacional e as atitudes das quais Obama é hoje o maior porta-voz. O Comitê endossa o apelo de Obama quando diz que “agora é o momento para que assumamos nossa parte de responsabilidade ao responder os desafios globais.”

Não houve reação imediata da Casa Branca sobre o anúncio, que gerou uma recepção confusa em algumas partes do mundo.

O negociador chefe Palestino, Saeb Erekat, elogiou a premiação.

Em Gaza, contudo, um líder militar extremista do Jihad Islâmico, Khaled Al-Btash, condenou o prêmio dado a Obama, dizendo que o prêmio “mostra que essas premiações são políticas, e não são governadas por princípios de credibilidade, valores e moral.”

“Por que dar a Obama um prêmio pela paz enquanto seu país possui o maior arsenal nuclear no planeta e seus soldados continuam a derramar sangue inocente no Iraque e no Afeganistão?

É o primeiro ano do Sr. Jagland como chefe do Comitê Nobel, e ele disse que quer trazer um caráter prático à premiação.

“É certamente importante reconhecer pessoas que estejam batalhando ou que sejam idealistas, mas não podemos fazê-lo todos os anos,” ele disse. “Devemos de tempos em tempos destacar a realpolitk. É sempre uma mistura de realismo e idealismo que muda o mundo.” “O potencial é grande,” ele disse, referindo a Obama. “Mas vai depender muito em como os outros líderes irão responder. Se eles responderem negativamente, poderão dizer que ele fracassou. Mas ao menos queremos destacar a mensagem que ele tenta conduzir.”

Fonte: NY Times - Edição de 9/Outubro 2009.

Tradução: Rodrigo Barata


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

xx


The xx são do Sul de Londres e fazem um pop lento, quase furtivo. Suas músicas falam predominantemente sobre sexo. Com classe. E com estilo. Os quatro integrantes estudaram no mesmo colégio que o pessoal do Hot Chip. Para saber mais sobre eles vale checar o que o pessoal do Pitchfork.com escreveu. Por sinal, vale muito checar o Pitchfork.com.


Admito: É mais fácil ser budista com o dos outros.


As manchetes dos jornais ao redor do mundo estampavam essa semana que Obama não recepcionaria o Dalai Lama, que está nos EUA em uma jornada que inclui palestras, cerimoniais e encontros com figuras como o senador John McCain e a porta voz da presidência Nancy Pelosi. Obama quer primeiro se encontrar com o presidente Chinês no próximo mês, e teme que um encontro com o líder tibetano nesse momento possa minar esse encontro, embora não tenha havido nenhum pronunciamento a respeito partindo do governo Chinês.

Minha primeira reação, como a de grande parte do mundo civilizado foi de indignação.

Não tem sido fácil para americanos manter a fé em Obama, um tanto porque é difícil evitar expectativas quando se está no fundo do poço, e um tanto muito maior porque as questões com que Obama tem se deparado superaram o esperado em tamanho e grau de dificuldade, desde que foi eleito.

Tive plano de saúde durante a maior parte do tempo em que vivi nos EUA. Planos que cobriram um braço quebrado, antidepressivos e inclusive tratamento dentário. Não moro mais nos EUA e honestamente o que me interessa agora é a sua política internacional e quais os rumos de sua economia, embora eu saiba que a política de previdência está diretamente relacionada à ultima questão.

Talvez por isso a minha desilusão com o Obama não se compare a de quem vive nos EUA. Talvez minha desilusão com Obama não exista. Um tanto porque minhas expectativas eram tão somente de que ele fosse um presidente melhor do que Bush. O que não foi esperar muito. Outro tanto porque a vida tem me ensinado a ser paciente, principalmente no que diz respeito a grandes mudanças. E mais do que isso, a vida tem me ensinado a não ser impulsivo em minhas conclusões. Por isso hoje eu pesquiso um pouco mais, e reflito um pouco mais.

Obama sempre defendeu o Tibete e foi além do que qualquer outro presidente americano foi ao demonstrar seu apoio ao Dalai Lama. Num recente encontro na Índia, Obama expressou esse apoio em frente ao presidente Hu Jintao.

Eu sou convicto que a Economia ou qualquer outra área jamais deva sobrepor os Direitos Humanos. Não creio que FHC tenha defendido isso numa recente palestra, quando, ao responder a uma pergunta da platéia disse que, de fato, um país pode crescer economicamente num ambiente pouco democrático. FHC simplesmente disse que isso pode acontecer, e isso não é novidade para ninguém que acompanhe um pouco de história e economia. FHC não disse, contudo que isso era uma opção por ele avalizada.

Como concordo com FHC, discordaria se a decisão estratégica da Casa Branca em relação ao líder espiritual fosse por razões tão somente econômicas. Contudo é difícil avaliar uma estratégia quando não a conhecemos. Principalmente no que diz respeito à diplomacia internacional, tão cheia de segredos e nuances.

“ Queremos ter um bom relacionamento com a China, não somente para o nosso bem” – disse Obama – “ Mas porque só assim poderemos ajudar o Tibete.”

Se para nós, a quem a política impetuosa das administrações anteriores causava indignação, o zelo diplomático da administração atual causa certa impaciência, imagino que o grau impaciência seja potencializado dentro dos EUA. Um EUA que está no centro de tantas crises e onde se é bombardeado por uma oposição irracional de uma extrema direita reacionária.

Eu não defendo Obama cegamente, embora continue acreditar no seu bom caráter. E é um tanto por isso que tenho mais paciência com ele do que tenho com o Lula. Outro tanto é porque eu hoje vivo no Brasil, e ser budista com o dos outros é realmente um pouco mais fácil.

Em tempo: O Dalai Lama obviamente aceitou a explicação de Obama e disse que espera ansiosamente por uma recepção no ano que vem.

Rodrigo Barata
www.blogdoplanob.blogspot.com
www.twitter.com/projetoplanob

São Paulo Good



Numa atitude sem precedentes na guerra contra a poluição visual, São Paulo baniu toda a publicidade externa em 2007. São Paulo fez a aposta revolucionária ao reclamar seu ambiente visual e mental negando às corporações o direito de disseminar suas mensagens ao longo da paisagem urbana.

A medida que a publicidade desaparecia, algumas pessoas começaram a reclamar que a cidade estava ficando ainda pior. Elas diziam que se tornara uma mistura insossa de selva de concreto arruinada pelas lacunas deixadas pelos outdoors vazios. Mas São Paulo na verdade se tornou uma tela branca e, no vácuo deixado pelo capitalismo, a criatividade está agora florescendo.

A cidade começou legalizar o trabalho de alguns de seus famosos artistas urbanos. E agora, pela primeira vez, São Paulo aprovou uma exposição permanente ao ar livre. O projeto, chamado Rojo Out está trazendo vida à cidade através de instalações coloridas em 11 locais.

Celebrando criatividade e arte em espaços públicos, Rojo Out é um exemplo inspirador do que podemos alcançar numa ambiente urbano pós- publicitário, um protótipo que se espera, seja propagado ao redor do mundo. É prova que mudanças monumentais vêm acontecendo, e isso é muito bom.

Fonte: Adbusters

Tradução: Rodrigo Barata

São Paulo Bad





O cantor e vereador de São Paulo Agnaldo Timóteo (PR) vem recebendo centenas de e-mails enfurecidos, muitos deles com xingamentos. O motivo: ele quer anexar ao nome de um tradicional parque paulistano a marca do rei do pop, criando assim o parque Ibirapuera Michael Jackson.

Tudo começou quando o vereador enviou uma carta ao prefeito Gilberto Kassab, em 1º de julho, sugerindo a homenagem ao artista morto em 25 de junho. Até agora, Timóteo diz não ter recebido resposta, o que o deixou chateado com Kassab --que, procurado por meio de sua assessoria de imprensa, não comentou até o fechamento deste vídeo.

Além de colocar o nome do cantor norte-americano no parque, Timóteo também sugere a existência da Sala São Paulo Michael Jackson e da praça Michael Jackson, que ficaria em frente à praça Clodovil Hernandez.

Fonte: UOL

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Más companhias




O vôo 103 da Pan Am era o terceiro vôo transatlântico entre o aeroporto de Heathrow em Londres e o JFK em Nova Iorque. No dia 21 de dezembro de 1988, a aeronave voando essa rota, um Boeing 747-121 foi destruído por uma bomba, matando todos os 243 passageiros e 16 membros da tripulação. Onze pessoas em Lockerbie, no sul da Escócia, foram mortas quando grande parte da aeronave se destroçou sobre a cidade, elevando o total de casualidades para 270.

No momento da explosão, a força de um tornado destroçou a fuselagem rasgando as roupas dos passageiros e transformando objetos comuns e os carrinhos de refeição em objetos letais. Por causa da diferença de pressão os gases dentro dos corpos dos passageiros expandiram quatro vezes o seu volume total fazendo seus pulmões explodirem. As pessoas e os objetos que não estavam fixos foram arremessados para fora da aeronave num ambiente de 46C negativos numa queda de 9400 m que durou cerca de dois minutos. Alguns passageiros permaneceram presos a fuselagem por seus cintos de segurança, atingindo casas em Lockerbie presos em seus assentos.

Apesar de os passageiros terem perdido a consciência pela falta de oxigênio, especialistas disseram que alguns recuperaram a consciência ao atingir as altitudes mais ricas em oxigênio. O patologista William Eckert, responsável pelo caso, acredita que cerca de 150 passageiros sobreviveram à explosão da bomba e a despressurização da aeronave, e estavam vivos na hora do impacto no chão. Nenhum dos passageiros mostrou sinais da explosão em si. Testes em alguns dos corpos demonstraram que o coração de muitos passageiros continuou a bater depois da explosão, e um dos passageiros no chão foi encontrado apertando um punhado de grama na mão.

Entre as vítimas estavam Joana Walton, poeta, Paul Jefreys baixista da banda Cockney Rebel, voltando da lua de mel com sua esposa. Jonathan White estava voltando de suas férias após de formar pela UCLA.

Trinta e cinco estudantes da Universidade de Siracusa, quatro da Colgate University, quatro da Brown University, e dois da State University of New York estavam a bordo. Havia ainda um estudante do colégio Hampshire voltando de uma viagem de estudos à Nigéria. Dez vítimas eram de Long Island, incluindo John e Sean Mulroy , pai e filho – que estavam voltando de um encontro anual de sua família. Cinco membros de outra família perderam o vôo anterior por que sua filha de três anos teve uma crise de asma, e acabaram embarcando no vôo fatal. A menina foi encontrada intacta, com um vestido vermelho e no bolso uma nota dizia: “Obrigado por fazer nosso vôo tão divertido.”

Depois de três anos de investigação e 15 mil depoimentos, Abdelbaset Ali AL-Megrahi, um funcionário do alto escalão da inteligência Líbia foi o considerado o único culpado, apesar de provas existentes que ele respondia diretamente ao chefe de estado Muammar Al-Gaddafi; e sentenciado a meros 27 anos de prisão, da qual apelou até finalmente ser finalmente preso de fato em 2001. Após servir 8 ½ de prisão, foi solto no mês passado, em 20 de Agosto de 2009 e recebido festivamente com honras de estado pelo ditador Líbio Al-Gaddafi.

Al-Gaddafi é um terrorista confesso. Antes mesmo do atentando ao vôo da Pan Am, ele havia explodido discotecas e embaixadas. Por conta de tratados comerciais envolvendo petróleo, sob o pretexto de se tratar de uma estratégia para desarmar e trazer a Líbia para a comunidade internacional, os governos dos EUA e da Europa perdoaram e se reaproximaram de Al-Gaddafi, a ponto de ele ter participado, na última semana, da reunião do conselho de segurança da ONU. Falou por quase duas horas, de forma inteligível fazendo seu tradutor pedir para ser substituído. Falou sobre a ordem mundial, num discurso entediante e retórico. Grande parte da audiência se retirou antes de seu discurso e à metade dele menos de um terço ainda se encontrava presente. Lula o aplaudiu.

Nos últimos anos assistimos chocados Al-Gaddafi apertar as mãos com presidentes americanos, ingleses e franceses. Em simpatia à dor daqueles que perderam pais, filhos e irmãos no vôo 103, rechaçamos tal atitude dos líderes desses países. Embora houvesse passageiros de 21 países no vôo, nenhum era do Brasil.

Al-Gaddafi então foi para Venezuela, e lá foi mais aplaudido por Cháves, Morales e por Lula.

Lula vem se superando na Venezuela. Com a popularidade recorde dentro e fora do Brasil, Lula está fora de controle e cada vez que abre a boca compromete mais o nosso país ao nos aproximar de demagogos populistas, criminosos e mesmo terroristas.

Minha posição não é ingênua, mas estou farto da retórica quanto aos males que o mundo ocidental civilizado fez ao terceiro mundo. Promover uma nova ordem mundial, e não se aliar com marginais despidos de democratas e ditadores assumidos é o destino de nosso país.

Me parece claro que o plano de Lula a longo prazo é se alinhar aos bolivarianos. Lula tem direito a almejar o que quiser e tem méritos para tanto, desde que respeite a consitituição. O que é preocupante é quando vemos o grupo liderado por Cháves se alinhar com a escória que representam figuras como Al-Gaddafi e Mugabe.

Sem um congresso e um senado digno, nos vemos a mercê de Lula. Seu último ano pode ser trágico para o Brasil como foi a administração Bush para os Estados unidos. Os crescentes gastos públicos são um legado que só em alguns anos nos daremos conta, mas não vou entrar no âmbito econômico agora. Vale dizer que cabe a nós abrirmos os olhos e escutarmos direito nesse último ano de Lula, para que essa tragédia política não tenha continuidade. Para tanto só podemos contar com o poder do voto, afinal, se é imperfeita, ao menos a democracia nos garante essa opção. Reconheço o quão ácido o que eu vou ser agora mas, ou votamos direito ou teremos que contar com o câncer da Dilma.

Como costumam dizer os terroristas de um lado e os militares de outro – seria dano colateral.

Rodrigo Barata

Dados sobre o atentado em Lockerbie: Wikipedia

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A Paixão segundo G.H segundo o NY Times


O deserto Africano de Camus, a barata de Kafka e indigestão de Sartre visitam o brilhante romance filosófico de Clarice Lispector, “A paixão Segundo G.H”. Seria a talentosa Brasileira o elo perdido entre os dois grandes movimentos intelectuais da França moderna, existencialismo e estruturalismo? Isto talvez explique porque, pouco conhecida nos Estados Unidos, ela é levada muito a sério na França. O Existencialismo incita o risco, a escolha, a liberdade alcançada ao se jogar fora papéis sociais aprendidos e categorias de pensamento recebidas. O Estruturalismo, com um foco um pouco diferente, estuda tais categorias de pensamento e as vê inescapavelmente interligadas por estarem embutidas na própria linguagem.

Lispector faz ao mesmo tempo da linguagem meio de aprisionamento e libertação, e seu texto é moldado no estilo de um manual de meditação, um conjunto de exercícios espirituais que levam a ao menos uma relação mais autêntica com o mundo, consigo e com os outros. Ela enraíza a influência francesa profundamente em solos brasileiros. O resultado é um luxuriante e fascinante híbrido.

G.H é a narradora do romance. Nós jamais saberemos seu nome completo porque o princípio de sua identidade é escasso, reduzido, como ela diz, às iniciais em sua bagagem. E ao final de sua estória seu nome é por demais uma parte pequena de sua realidade para ser mencionado. Ela é um tipo que Lispector já trabalhou na memorável coletânea “Laços de Família” , onde mulheres mimadas e protegidas da classe alta Brasileira descobrem que o tédio pode ser o precursor da revelação. G.H é um outro membro dessa classe hedonista, escultora, solteira e sem filhos, que mora em uma cobertura muito acima das barulhentas ruas do Rio.

Uma manhã ela decide limpar o quarto da empregada nos fundos do apartamento. O que ela lá encontra a choca de tal forma que lhe coloca numa busca por autoconhecimento em que se constitui o resto do livro. Cada capítulo a leva mais longe da complacência supra organizada e sentimentalizada de sua vida até então, até quando finalmente, após uma mística comunhão tal barata Kafkiana, ela chega a um novo plano do ser, uma aceitação de si mesmo despida de todos seus atributos anteriores. No decorrer de sua trajetória existencialista ela enriquece a linguagem do movimento com um novo conjunto de termos, relacionados com o paladar.

A tendre indifference du monde de Camus se torna “o gosto de viver. Que é um gosto quase inexistente” – como o do leite materno, ou da hóstia. O cenário desta grande aventura da alma é doméstico e até mesmo claustrofóbico. Tudo acontece no quarto da empregada nos fundos do apartamento. Este, contudo pode ser o ponto. Apenas o choque de se ver através dos olhos da ex-empregada consegue colocar G.H a caminho da liberdade. A astúcia de Lispector ao misturar termos de Sartre com termos Cristãos carrega uma forte mensagem social. Numa relação entre opressor e oprimido nenhum é livre. Lispector expande mais o alcance de seu texto com redes metafóricas. O Egito Ancestral, onde o uso da escrita e uma organização social começaram e floresceram junto, é um leitmotiv nos capítulos iniciais. Com característica ambigüidade fluida, o opressivo Egito se torna um refúgio, uma ilha deserta de sanidade no verde Oasis animado que é o Brasil. A imaginação fértil da autora, seu dom para produzir imagens que nos levam a quase sentir o sabor ou o cheiro das idéias pode ser traduzido, diz Ronald Souza, que traduziu o livro para o inglês. As manobras lingüísticas, os trocadilhos e os jogos gramaticais são de impossível tradução, ele diz.

Fonte: New York Times

Tradução do Artigo: Drigo


"É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo. Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida. Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo. Perder-se significa ir achando e nem saber o que fazer do que se for achando. Não sei o que fazer da aterradora liberdade que pode me destruir. Mas estou tão pouco preparada para entender. Mas como faço agora? Por que não tenho coragem de apenas achar um meio de entrada? Oh, sei que entrei, sim. Mas assustei-me porque não sei para onde dá essa entrada. E nunca antes eu me havia deixado levar, a menos que soubesse para o quê.

(...)

Mas por que não me deixo guiar pelo que for acontecendo? Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.

(...)

Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar".

Clarice Lispector

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hand Claps ( it means we like it )


An Horse é um duo indie-pop formado em Brisbane, Austrália, compreendendo Kate Cooper do Iron On nos vocais e guitarra e Damon Cox, do Intercooler na percussão.
Em 2008 eles fizeram um tour pelos EUA abrindo para Tegan and Sara, antes de lançar seu primeiro álbum. No mesmo ano abriram para Death Cab for Cutie na sua turnê Australiana.

Kate e Cooper se conheceram quando trabalhavam numa loja independente de CDs e começaram a fazer música juntos em 2007 e lançaram até hoje apenas um EP chamado Not Really Scared, que foi de certa forma “aclamado’ pela mídia independente.

A faixa Postcards foi usada num comercial da Mercedes em 2008, e eles apareceram no Letterman tocando Camp Out em Março desse ano.

Para quem questiona a legitimidade de uma banda “independente” que aparece num comercial da Mercedes eu sugiro ler o artigo sobre Jimmy Tamborello ( Postal Service ) neste mesmo blog.

O que importa na verdade é escutar a banda, em streaming ( não precisa fazer download ) no site oficial.

www.anhorse.com

Fonte: Wikipedia

Honduras é uma batata quente.


A posição de qualquer nação democrática não deve jamais ser outra senão a de rechaçar golpes de estado. Por isso foi correto o Brasil não reconhecer o governo de facto instalado em Honduras. Fora verdade que Zelaya surpreendentemente tenha aparecido às portas de nossa embaixada em Tegucigalpa, o que é pouco provável, também teria sido correta, do ponto de vista das leis que regem a diplomacia, recebê-lo e zelar por sua integridade assim como de sua família.

E o Brasil deveria parar por aí. A partir de então algumas questões devem ser consideradas:

1) Apesar de corretamente se posicionar contra os métodos antidemocráticos pelos quais Micheletti assumiu o poder, nosso governo também deveria levar em consideração que o próprio Zelaya atentava contra a constituição, mais precisamente contra a cláusula pétrea que não permite a releeição. O cardeal católico Óscar Rodrigues Maradiaga, considerado progressista no seio da Igreja, atual arcebispo de Tegulcigalpa, afirmou que o plano de Zelaya era se perpetuar no poder e instalar uma ditadura nos moldes de Hugo Chávez. Dom Rodríguez Maradiaga foi professor do presidente deposto e tinha estreitos laços de convivência com ele. Ou seja, nosso hóspede não é exatamente um democrata no sentido que o concebemos. Fato é que ele chegou a Honduras num esquema concebido por Hugo Chaves e Daniel Ortega, muito provavelmente com o conhecimento senão corroboração de Lula.

2 ) Zelaya deveria se comportar como hóspede, e não utilizar nossa embaixada como comitê político, ou pior, palanque, como tem feito.

3) Não é a melhor estratégia para um governo que busca uma saída diplomática, que seu presidente suba a tribuna das Nações Unidas e exija o retorno de Zelaya ao poder. Uma coisa é o não reconhecimento de um governo golpista. As declarações de Lula foram mais do que um passo adiante no que diz respeito à intromissão do Brasil em assuntos internos hondurenhos. O presidente a meu ver se colocou a frente do Itamaraty e prejudicou (intencionalmente, creio eu) nossos esforços diplomáticos. A resistência de Micheletti ante a falta de apoio de países distintos como os EUA e a Venezuela prova que Zelaya não é uma unanimidade dentro de seu país.

4) Embora eu não concorde a princípio com a ida de deputados à Honduras – se defendemos uma saída diplomática para a situação que nos metemos ( não nos meteram nessa não ), para isso temos um excelente corpo diplomático. Mas desconfio que a essa altura talvez precisemos do Congresso e talvez do Senado (!) para evitar que nosso presidente instale a bandeira petista em Tegucigalpa.

Lula agora se dá conta do tamanho do problema. Pede então uma reunião com Obama, pois a coisa está saindo do controle e ele não pode transparecer dentro e fora o quanto gostaria de se alinhar com os bolivarianos.

Concluo que de fato o Itamaraty, que foi preservado e respeitado mesmo durante a ditadura, está impregnado pelo petismo, e não age conforme seus princípios e talvez nem mesmo com os princípios diplomáticos mais básicos. Afinal, o primeiro passo ao irmos além de não reconhecer um governo ao ponto de não desejar relações com o mesmo, seria ter fechado a embaixada e reclamado nosso embaixador..

Será interessante ver como sairemos dessa. Os Estados Unidos já deram seu recado que essa batata quente é do Brasil. Eles já têm problemas de sobra e nós, afinal, historicamente reclamamos do unilateralismo Americano, essência do Bushismo. Resta saber se agiremos na prática conforme os princípios que retoricamente defendemos ou repetiremos os erros daqueles que nos confortamos em criticar.


Às vésperas do inicio da corrida pela presidência, pela primeira vez na história recente nossa política externa venha talvez afetar uma eleição.

Por Rodrigo Barata

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Gibbard e Farrar e Kerouak


O líder do Death Cab for Cutie Ben Gibbard e o vocalista do Son Volt Jay Farrar interpretaram o romance de Jack Kerouac Big Sur, de 1962, para seu novo álbum, One Fast Move or I’m Gone. E assim como o conto beatnik sobre alcolismo, depressão e exaustão juvenil, a primeira faixa que vazou na internet, “These Roads Don’t Move” termina em desespero.

Escute a faixa aqui (copy and paste, sorry): http://www.npr.org/templates/player/mediaPlayer.html?action=1&t=1&islist=false&id=113027088&m=113028747

Google redime John Lennon


Usando a ferramenta Google Trends, que compara as palavras mais buscadas no Google, o jornal britânico “Daily Telegraph” fez um teste curioso, confrontando os termos “Beatles” e “Jesus”.

O jornal descobriu que, durante o mês de setembro – com o lançamento do game “The Beatles: Rock band” e da caixa com os discos remasterizados da banda – os Beatles foram mais populares que Jesus, pelo menos nas pesquisas do Google. O quarteto teve quase o dobro de pesquisas do que o messias cristão durante o mês.

A comparação foi motivada por uma frase de John Lennon de 1966, onde ele dizia “não sei p que vai passar primeiro, o rock ou o cristianismo... nós somos mais populares que Jesus no momento”.

A frase enfureceu milhares de fãs cristãos (especialmente nos EUA), que chegaram a fazer reuniões para queimar discos da banda. Lennon chegou a se desculpar mais tarde: “Me desculpem por ter dito isso. Eu não quis que isso parecesse um libelo anti-religioso”, admitiu, na época.

Fonte: G1

Para entender a reunião do G-20




Há um século, Pittsburgh era o lar de uma das maiores concentrações de milionários no planeta. Seus nomes ainda ecoam com autoridade: Carnegie, Mellon, Frick, Westinghouse, Heinz e Schwab.

Nesta semana, os nomes que chegam a Pittsburgh são milionários somente no sentido que a crise global os forçou a financiar, e efetivamente comprar, algumas das maiores instituições financeiras de seus países: Obama, Brown, Sarkozy, Merkel, Hu, Hatoyama e alguns outros.

Sua principal tarefa é mensurar a Nova Grande Recessão, e, com mais barulho do que autoridade talvez, nos garantir que estamos finalmente a superando. Esperem que proclamem estar exercendo vigilância cerrada sobre sistema financeiro a fim de evitar uma nova crise. Nicolas Sarkozy, o presidente Francês, recentemente foi suficientemente cordial ao dizer que “mesmo os Ingleses” reconhecem a necessidade de reforma.

O ceticismo é a ordem do dia, e nada demais se espera que seja formalmente decidido. Mas ao contrario de muitas destas confabulações internacionais, este encontro pode ser importante para que tanto o presidente Obama quanto seus colegas movam a discussão em direção a alguns ajustes necessários na economia global. Uma pequena revisão antes:

Cerca de 40 líderes estão se encontrando na confluência dos rios Monongahela, Allegheny e Ohio sob o auspicioso nome de Grupo dos Vinte – G-20 para abreviar. A primeira coisa a se notar é que os números não coincidem. Esta é uma festa onde os vinte principais organizadores não querem que alguns colegas se sintam mal ou deixados de fora. A lista de convidados cresce continuamente.

Porque Pittsburgh?

O presidente Obama, que escolheu o local, diz que é porque Pittsburgh “se transformou da capital do aço em um centro de inovação tecnológica – incluindo a tecnologia verde, educação, pesquisa e desenvolvimento.”

Poderia também ser que a Pennsylvania seja crucial para as campanhas presidenciais americanas, e seus canais de mídia se estendem até Ohio, entre os estados “importantes” o que mais luta para se recuperar da crise econômica.

Aqui estão as cinco maiores questões a se observar:

1) A administração Obama deixou vazar os contornos de sua proposta para o encontro para aprovar uma agenda de “crescimento sustentável e equilibrado” ao sair da recessão. O que isso significa para os EUA é dizer para a China, Japão, Alemanha e outros grandes exportadores para não esperarem que os Americanos esbanjem seus dólares comprando produtos importados, como fizeram na última década. Até certo ponto essa questão é catalisa o esforço dos Estados Unidos em persuadir a China a se transformar de uma economia voltada à exportação para uma economia voltada ao consumo, para permitir a sua moeda valorizar e não focar tanto em inundar outros países com seus produtos baratos, provocando a ira do congresso e dos sindicatos Americanos. Um segundo aspecto da estratégia de crescimento é que ela sinalizará a intenção dos maiores poderes econômicos em engajar numa “política de fuga” da atual onda de intervenção estatal que objetivou evitar um colapso ainda maior da economia. Mas não se espera muitos detalhes acerca de quando os Estados Unidos irão elevar a taxa de juros, cortar gastos públicos ou reprivatizar o seu sistema bancário.

2) Quanto a China, o comércio será a grande e talvez controversa questão, porque os Chineses ainda estão furiosos com a recente imposição de tarifas, por parte do governo Obama nos pneus Chineses – e a ameaça implícita de que tais tarifas sejam entendidas a outros produtos como o aço, o cimento, alumínio, papel e outros produtos caso a China não permita a desvalorização de sua moeda em relação ao dólar. Obama tem ainda que convencer os poderes econômicos globais que na verdade é a favor do livre comércio ao mesmo tempo em que tem que convencer a indústria americana de que é a favor dos interesses de seu país. Note a pressão sobre ele em Pittsburgh e analise como ele responde.

3) O aquecimento global é uma outra grande questão, à apenas alguns meses da grande conferência das Nações Unidas sobre o assunto em Copenhagen. Os Europeus estão preocupados com a vagarosidade com que os EUA estão legislando sobre o comércio internacional de emissões, enquanto o congresso se dilacera sobre a questão da saúde. Também estão desanimados com o fato que a legislação Americana tende a incluir um pacote protecionista que venha a ajudar os EUA a competir com os produtos Chineses e Indianos, caso esses dois países não assinem o tratado. Os líderes mundiais também têm que tranqüilizar os países pobres que eles irão receber financiamento e assistência por serem economias de “baixa emissão”.

4) Uma brecha profunda se abriu entre os Europeus e os Americanos acerca da regulamentação financeira e será interessante assistir como eles lidarão com essa questão. Os Europeus querem limites restritos na compensação (bônus) dos executivos. A administração Obama está resistindo e diz que o problema é que instituições “grandes demais para falir” precisam ser resgatadas. A solução Obama: regular os montantes mínimos de capital que cada banco deverá que ter em relação ao que deve. Mas a abordagem da administração é vista, mesmo pelo congresso como “morna” ao passo que Wall Street retorna aos seus velhos truques e manobras. Tendo em vista que o mundo culpa os Estados Unidos por começarem a crise, é de se esperar reclamações dos outros participantes.

5) A questão mais sensível a vários participantes, mas não tanto para o cidadão comum, é a futura arquitetura financeira global. Deverá o G-20 se tornar um comitê permanente para a economia do planeta, substituindo o G-8? Deverão ser dadas novas responsabilidades ao Banco Mundial e ao FMI e maior governança a países emergentes como a China, Índia e Brasil? Deverão se reunir com maior ou menor freqüência? Nunca de novo em Pittsburgh? Pode haver alguns sinais de progresso nessas questões e alguma retórica será exercida para agradar os novos entrantes no cenário global. Mas certamente a questão real é se alguns desses grupos jamais terão qualquer poder ou capacidade de fazer algo acerca da economia global, mais do que reajustar os assentos e mesas das instituições financeiras que fracassaram em antever a crise.

Será definitivamente interessante ver Obama mostrar os cenários e os sons de Pittsburgh – que, verdade seja dita, é uma cidade de muitos charmes e muita história. Mas é pouco provável que sirva mais do que uma diversão de três rios da enchente de problemas que o acometem em casa, do sistema de saúde ao Afeganistão à economia. Meu sentimento é que nas questões acima, alguns sinais podem ser enviados para resolver os problemas em fóruns futuros. Por enquanto, os líderes mundiais estão sem dúvida aguardando que Obama finalmente emirja como um líder de estatura real, mais do que um guia turístico de uma cidade de aço com um grande passado e um futuro incerto.

Steven R. Weisman, chefe editorial e membro do Peterson Institute for International Economics, teve vários papéis no New York Times, incluindo correspondente de economia internacional, correspondente de assuntos diplomáticos e correspondente sênior da Casa Branca,

Fonte: The Daily Beast www.thedailybeast.com

Tradução: Rodrigo Barata

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sobre o Plano





































Sobre o Plano. O Projeto Plano B foi concebido abrangendo uma gama de áreas de atuação, definindo objetivos a serem perseguidos e valores a serem defendidos.

Acima de tudo e essencialmente o Plano B surgiu para atrair e congregar pessoas que, embora diversas entre si, teriam em comum, conscientemente ou não, uma inclinação a valorizar a estética, o respeito à individualidade, e uma conseqüente aversão à cultura massificada e imposta.

Da mesma forma que o Plano B defende que a cultura parte do individuo, procuramos sempre dar espaço para que em nosso ambiente esses indivíduos criassem cultura, uma cultura local espontânea que só pode existir onde a opressão da cultura de massa predominante não a sufocasse.

O Plano B permitiu que se ouvisse o que o outro tinha a dizer, permitiu que boa música criasse empatia entre aqueles aos quais boa música importa. O Plano B se fez confortável porque a cultura que ali se vivenciou é a cultura da tolerância e respeito. E o Plano B fez as pessoas se abraçarem e cantarem juntas álbuns inteiros, em uníssono, em celebração a essa mesma cultura que predominou em suas noites.

Por ser desta forma um local feito para e freqüentado por humanos, no Plano B se errou. Erra-se muito quando se foge ao imposto, quando nos dispomos a criar espaço. Erramos sempre tentando acertar, em parte por defender sempre que antes de ser empresa, somos associação, Porque em casos onde a profissionalização significaria impessoalidade, fomos um pouco mais gente e menos profissionais.

Após dois anos sentimos que fomos de fato, na maioria do tempo, um Plano B para pessoas que gostamos e para tantos novos amigos.

A dificuldade de se manter fiel à cultura alternativa é real tanto em Criciuma quanto em Nova Iorque. Oferecer produtos superiores a preços justos, procurar oferecer atrações de qualidade a preços possíveis sempre foram para nós um compromisso, e um constante desafio.

Por razoes diversas se tornou inviável continuarmos em nosso espaço, e aproveitamos esse momento para revisarmos nossas metas, para traçar novas estratégias que nos permitam atuar em áreas que fazem parte do projeto original.

Porque Criciuma precisa de espaço para que a cultura alternativa respire, para que as pessoas que gostamos e com as quais compartilhamos tanto possam estar juntas, e porque há tanto o que se defender numa cidade acostumada ao banal, e para que a opressão do cotidiano não tenha voz aos nossos ouvidos, o Plano B não acabou.

O Plano B não é seus criadores, seus administradores, e sequer é um prédio, uma casa. O Plano B é a disposição de pessoas em repudiar a mediocridade. Enquanto houver em nossa cidade a voz dissonante que se ouviu na Cônego Aníbal nestes dois anos, haverá a necessidade de um Plano B.

Por isso superaremos nossas dificuldades, revisaremos nossas estratégias, aprimoraremos nossos processos e mais cedo do que logo estaremos de volta, renovados, descansados mas não menos comprometidos a ser o Plano B de Criciuma.

Plano B. Loucura né.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Growing Pains ( Not Holden Cauldield's)



Numa época em que a retórica sobre a importância da família nuclear e a proteção da infância são tópicos quentes, esse memoir vem como uma lembrança gélida de quão complexas e surpreendentes são as relações familiares. Escrevendo em estilo honesto e claro, Fleming detalha os severos traumas de sua adolescência relacionados ao divórcio de seus pais no subúrbio de Chicago em 1971. Depois de sua mãe ser recorrentemente internada por depressão para depois se assumir lésbica, o pai de Fleming exigiu legalmente sua custódia. Dilacerado pelas brigas de seus pais, alegadamente abusado por seu pai e sua madrasta e sofrendo de acne aguda, Fleming foge de casa. Depois de ser encontrado, seu pai lhe interna numa instituição mental e dá procuração legal sob o garoto para o diretor do “hospital”. Lá, Fleming conhece e se apaixona por Laura, uma outra paciente. Depois de um ano e meio, sua mãe finalmente lhe ajuda a escapar e o manda para viver com seu tio, o escritor gay Edmund White, em Nova Iorque. Sob o amor e a atenção incondicional de White, Fleming pôde se construir e florescer artisticamente, e neste ponto o livro se torna profundamente absorvente. Além de assumir um emprego extra para pagar o colégio e dermatologista de primeira classe para seu sobrinho, White chega a pagar o aluguel de um apartamento para Fleming quando Laura, ao escapar de um segundo internamento “de caráter corretivo”, se muda para Nova Iorque. White contou a sua versão desta estória no romance The Farewell Symponhy, mas o memoir de Fleming sobre o histórico de horror e salvação de sua família faz jus à beleza do nome que lhe dá título.

Por Charlotte Sheedy ( tradução adaptada Drigo )

Para escutar Fleming lendo trechos do livro: http://www.salon.com/audio/2000/10/05/fleming/

sábado, 12 de setembro de 2009

Vlog


Philip DeFranco é um vídeo blogger no Youtube. Seus vídeos abordam o cotidiano e política com inteligente sarcasmo. De Franco vem fazendo vídeos desde 2006 e desde seu primeiro vídeo angariou uma legião de fãs. Seus vídeos são diários e alguns atingiram mais que 450 mil seguidores. Recomendo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Para poucos.


Quando Franz Ferdinand foi anunciado como atração no VMB deste ano, marcada para 1º de outubro, ninguém sabia se a banda escocesa pretendia fazer outros shows no Brasil. Sim, eles se apresentarão pelo menos mais uma vez, no dia 30 de setembro. Mas será para "poucos e bons": até agora, o grupo de Alex Kapranos agendou mais um show, também em São Paulo e para apenas mil pessoas, segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Desse lote seleto, 500 convites serão postos à venda pela produtora Day 1, que não vai revelar o local do espetáculo de antemão. O resto será distribuído por um patrocinador não-identificado.

Em junho, o grupo lançou disco remixado em versão dub de seu mais recente álbum, Tonight.

Fonte: Rolling Stone Brasil

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mutiny




Mutiny BMX - Fckn Great Video. Ótima Resolução (HD). Watch it or die.

http://www.youtube.com/watch?v=SktbO9_Y7Qs

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fresh Off the Boat



Depois de duas surpreendentes apresentações tanto em Cannes quanto em Sundance, a estória da trajetória de Muna Farah com seu filho, Fadi, da Cisjordânia ao interior de Illionois finalmente chega às salas de cinema (EUA). Enquanto Fadi aos 16 anos se vira nos corredores do colégio evitando o preconceito, Muna luta para conseguir emprego apesar de seu excelente currículo e acaba num restaurante. Apesar do fato de serem Judeus Palestinos, sua aparência estereotipada é suficiente para alimentar comentários anti islâmicos tão comuns no pós 9/11.

Trata-se do conflito universal da primeira geração de adolescentes imigrantes ao tentar se integrar aos EUA, enquanto ainda intimamente conectados com a sua herança cultural.

Logo em alguma sala de alguma capital. Ou aguarde o DVD. Ou faça o download. Ê Brasil.

Fonte: The Daily Beast ( Traduzido )
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=IZbSkcrT6EU

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Gone Too Far's gone too far.


Com a proximidade da morte de Adam Goldstein “DJ AM” na sexta passada, uma questão paira sobre seu projeto final, Gone Too Far, um reality-show sobre dependência química na MTV: Será que vão passar o episódio? Um funcionário da MTV disse que até ontem, 31 Ago. , não havia se decidido se o programa vai ao ar. É uma situação delicada para a MTV, tendo em vista que a causa da morte de Goldstein permanece inconclusiva e poderia estar ligada à drogas. Gone Too Far estava programado para estrear no dia 5 de Out.
Entertainment Weekly recebeu uma cópia do primeiro episódio dias antes da more de Goldstein. O primeiro episódio mostra Goldstein tentando ajudar uma dependente de heroína de 20 anos, Gina ( na foto ), que gasta $200 por dia em drogas.
O programa mostra AM entrevistando a jovem dependente e sua família. Durante o episódio, Goldstein também fala candidamente sobre seus próprios, bem documentados, problemas com drogas. Ao dirigir por Hartford, Connecticut, até a casa de Gina, ele diz: “ Heroína é a droga número dois de escolha na casa. Sendo crack a número um. Minha ex droga de preferência. E ela está por todo lugar, ele diz: Drogas são fáceis de conseguir.”
Para ilustrar ele vai até uma bodega para comprar um cachimbo de crack e um refrigerante por $2.35. Logo depois ele parece de certa forma surpreso por suas próprias emoções.”Meu coração está disparado só pelo fato de eu estar segurando um cachimbo, coisa que não acontece há muito tempo.”
É definitivamente desconfortável ver Goldstein lidar tão francamente com a questão das drogas – seja ele comprando um cachimbo, seja ao examinar os braços machucados da dependente – tão logo depois de sua morte. E enquanto a causa de sua morte continua incerta, apenas por saber da história dele com elas faz assisti-lo aconselhar outros sobre largar o hábito parecer ao mesmo tempo nobre e desconcertante.
Traduzido do EW.

Mais um.


NOVA YORK (Reuters) - DJ AM, nome artístico de Adam Goldstein, foi encontrado morto em seu apartamento de Nova York na sexta-feira, informou a polícia.
Os agentes disseram não suspeitar de assassinato. Goldstein circulava entre celebridades de Hollywood.
Reportagens afirmavam que o corpo de Goldstein foi encontrado junto a frascos de remédios de prescrição médica. Ele não dava notícias havia dias.
Como DJ, seu trabalho aparece em álbuns de Madonna, Will Smith, Kenneth "Babyface" Edmonds e Papa Roach. Ele se apresentava em clubes de Las Vegas, Los Angeles, entre outros.
Com a banda Crazy Town, Goldstein teve o hit "Butterfly", em 2001, mas o grupo se desmanchou dois anos depois.
Travis Barker comentou a morte do amigo e "irmão" DJ AM, que foi encontrado morto em um apartamento do SoHo, em Nova York, na sexta-feira. O integrante da banda Blink-182 e o DJ foram os únicos sobreviventes de um acidente com um Learjet em Columbia, na Carolina do Sul, em setembro do ano passado, quando quatro pessoas morreram. "Descanse em paz, meu irmão. Isto realmente me perturba. Nunca vou me esquecer pelo que a gente passou e, toda vez que tocar bateria, me lembrarei de você." Barker também disse que nunca esqueceria os momentos divertidos que os dois passaram juntos. O DJ AM, cujo nome verdadeiro é Adam Goldstein, tinha 36 anos. A autópsia do corpo do DJ AM, que foi encontrado morto em um apartamento de Manhattan na sexta-feira, foi inconclusiva. O Instituto Médico Legal de Nova York anunciou que novos testes - de toxicologia e de tecidos - terão de ser feitos para que seja determinada a causa de sua morte. Adam Goldstein, de 36 anos, tinha um cachimbo de crack e frascos de comprimidos para dormir ao lado de sua cama. Ele alegou recentemente, no entanto, que estava "limpo" havia mais de 11 anos e tinha até um programa de TV na MTV americana, "Gone Too Far", em que ajudava a viciados em drogas.

Travis + DJ AM Music Video: http://www.youtube.com/watch?v=e6LhlEUdl4k

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Decálogo de Russell





Bertrand Russell propôs, em sua autobiografia, um "código de conduta" liberal baseado em dez princípios, à maneira do decálogo cristão. "Não para substituir o antigo", diz Russell, "mas para complementá-lo". Os dez princípios são:

1.Não tenhas certeza absoluta de nada.

2.Não consideres que valha a pena proceder escondendo evidências, pois as evidências inevitavelmente virão à luz.

3.Nunca tentes desencorajar o pensamento, pois com certeza tu terás sucesso.

4.Quando encontrares oposição, mesmo que seja de teu cônjuge ou de tuas crianças, esforça-te para superá-la pelo argumento, e não pela autoridade, pois uma vitória dependente da autoridade é irreal e ilusória.

5.Não tenhas respeito pela autoridade dos outros, pois há sempre autoridades contrárias a serem achadas.

6.Não uses o poder para suprimir opiniões que consideres perniciosas, pois as opiniões irão suprimir-te.

7.Não tenhas medo de possuir opiniões excêntricas, pois todas as opiniões hoje aceitas foram um dia consideradas excêntricas.

8.Encontres mais prazer em desacordo inteligente do que em concordância passiva, pois, se valorizas a inteligência como deverias, o primeiro será um acordo mais profundo que a segunda.

9.Sê escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.

10.Não tenhas inveja daqueles que vivem num paraíso dos tolos, pois apenas um tolo o consideraria um paraíso.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell

Jimmy Tamborello


Por Thomas Stanton



Dias atrás eu estava escutando Postal Service na rádio e comecei a pensar sobre como a indústria musical é hoje um monstro completamente diferente do que era há 10 ou 20 anos. Uma vez a inimiga principal da criatividade humana, a indústria parece ter aparentemente ampliado o conceito do que é considerado lucrativo, subsequentemente criando interesse geral (financeiro ou não) em diferentes gêneros e subculturas musicais.

Para colocar de forma simples, quando rebanhos daquilo que a indústria chama de “consumidores inativos” (gente que costuma definir seu gosto musical pela inspirada asserção “eu ouço um pouco de tudo”) vêem ou ouvem um vídeo ou música do Postal Service, do White Stripes ou do Yeah Yeah Yeahs atiradas na superficial rotação musical do mainstream, elas desencadeiam uma estranha seqüência de eventos. O presidente cinqüentão da grande gravadora começa a perguntar ao seu filho de quinze anos qual ele acha que vai ser o próximo big hit; o rebanho daquilo que indústria costuma chamar de “consumidores ativos” (gente que por outro lado é excessivamente ambiciosa tipo “eu não escuto nada que não seja hip hop lituano lado b”) que já estão ouvindo White Stripes e Yeah Yeah Yeahs se ofendem e começam a chamar essas bandas de vendidas, só para cavarem ainda mais no underground por algo ainda mais idiossincrático ou arcaico. Os selos menores, por sua vez começam a gerar mais hype e passam a fazer algum dinheiro, e ao mesmo tempo, algum impacto no mainstream. O conceito de cool começa a mudar sutilmente. Não se trata de uma grande mudança, é muito menos um movimento musical do que seria o equivalente a uma mudança de vento, da cor do mar ou mesmo da maré (nos casos mais previsíveis).

Eu escuto o Postal Service tocar num trailer de um filme. Eu abro um número incontável de revistas e me dou conta que eu sou apenas um ponto na galáxia de pessoas minerando o underground musical.

Este cenário é de certa forma otimista, e é especificamente interessante para a figura do produtor musical. Com produtores - “gênios musicais”, o cara por trás dos caras – não há necessidade de consultoria de imagem, ou coreografias estilizadas. Produtores são o foco do “som” de uma banda.”, mas em termos de visibilidade individual, estão geralmente fora de foco. Deixe-me ser mais claro. O produtor é o cérebro do corpo musical, e apesar de geralmente estar (ou ser) escondido atrás do palco, ele vira dolorosamente óbvio quando um álbum não possui uma produção criativa.

Aqui entra Jimmy Tamborello, o cérebro por trás do Postal Service, Dntel, Figurine, Headset, e o cara perfeito com o qual se pode ficar otimista sobre a indústria musical. “Eu não recebo muita influência ou pressão das rádios mainstream, a meu ver elas estão um pouco estagnadas”. A popularidade do Postal Service é a correspondência musical (daí o nome) de Tamborello com o vocalista do Death Cab for Cutie, Ben Gibbard.

As paisagens electro-pop de Tamborello servem de pano de fundo para o murmuro de Gibbard, enquanto Dntel é a jornada de Tamborello rumo a experimentação poética. Figurine é uma sacada inteligente do synch-pop dos anos 80 e Headset é uma colaboração hip hop com Allan Avanessian, fundador e produtor do Plug Research. É, portanto desnecessário discorrer sobre a versatilidade e criatividade de Jimmy Tamborello.

O bravo duelo com o monstro que é a ideologia mainstream talvez vá jamais chegar às vias de fato: há dinheiro demais nas mãos de gente sem inspiração e muita independência e criatividade nas mentes de gente como Jimmy Tamborello. Só se espera que caras como ele continuem a injetar no mainstream doses periódicas de verdadeira ingenuidade. ”Meu processo artístico é aleatório”- diz ele, “Começa com um pequeno acidente e então vai se construindo pouco a pouco a partir daí.”. Oremos então por mais acidentes.

Texto: Thomas Stanton
Revista Fugue ( pronuciada Fiug ) aparentemente extinta - não confundir com a Fugues Mag.
Tradução adaptada – Drigo
www.jimmytamborello.com
http://www.lastfm.com.br/music/The+Postal+Service

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O Apanhador


O Apanhador no Campo de Centeio é um romance de J.D Sallinger. Primeiramente publicado nos EUA em 1951, o livro tem sido freqüentemente contestado em seu país de origem por seu uso liberal e profano de sexualidade e angústia adolescente.

Originalmente publicado para adultos, o romance se tornou parte do currículo do segundo grau e das universidades por todo os países de língua inglesa; também foi traduzido em quase todas as principais línguas do mundo. Cerca de 250.000 cópias são vendidas a cada ano, com um total de mais de sessenta e cinco milhões de cópias vendidas até hoje. O protagonista, Holden Caulfield se tornou um ícone para a rebelião juvenil.

O romance foi escolhido pela Time como um dos cem livros mais importantes da língua inglesa de 1923 a 2005.

Escrito na primeira pessoa, O Apanhador no Campo de Centeio segue as experiências de Holden em Nova Iorque, nos dias que seguem a sua expulsão do colégio. Ao passo que Holden vai compartilhando as suas experiências, se torna evidente que ele está falando desde uma instituição mental, onde ele está sendo psicanalisado. Holden compartilha os encontros que ele teve com os alunos e os professores, a quem ele critica a superficialidade, ou como ele coloca, a “falsidade”. Depois de uma desavença sobre uma garota com seu colega de quarto, Holden faz as malas e deixa o colégio imediatamente, no meio da noite. Ele toma um trem para Nova Iorque, mas não quer voltar para o apartamento de sua família imediatamente, ao invés se acomodando em um hotel. Lá ele passa uma tarde dançando com três garotas turistas e tem um encontro mal sucedido com uma prostituta a quem ele paga apesar de não haver consumido seus serviços. Ela exige mais do que o anteriormente combinado e ele não concorda em pagar, acabando por levar uma surra de um cafetão.

Holden passa um total de dois dias na cidade, amplamente caracterizados por bebedeiras e solidão. A certo ponto ele acaba em um museu, onde ele compara a sua vida com as estatuas dos esquimós em exposição. Por tanto quanto ele consegue se lembrar, as estátuas são fixas e imutáveis. Fica claro para o leitor, senão para Holden, que o adolescente passa pelo medo e ansiedade gerados pelo processo de mudança e de se tornar adulto. Estas preocupações podem ter surgido a partir da morte de seu irmão. Eventualmente ele vai até o apartamento de seus pais enquanto eles não estão em casa para visitar sua irmã Phoebe, que parece ser a única pessoa com quem ele consegue se comunicar. Para ela, Holden conta sobre uma fantasia recorrente que ele vem tendo; ele se vê como um guardião solitário de várias crianças que estão jogando bola em um enorme campo de centeio à beira de um penhasco. Seu trabalho é apanhar as crianças se elas chegam muito perto de cair.

Depois de deixar o apartamento de seus pais, Holden passa na casa de um ex professor. O conforto que ele sente ao encontrar seu mentor é interrompido quando ele acorda no meio da noite com o (professor) afagando a sua cabeça de uma forma que parece “pervertida”. Holden então deixa a casa e passa a sua última tarde vagando pela cidade.

Holden quer se mudar para a California e conta sobre seus planos para sua irmã, que decide partir com ele. Ele recusa que ela vá com ele, e acaba mentindo dizendo que ele mesmo não vai mais. Holden então leva Phoebe a um zoológico, onde ele fica olhando ela brincar num carrossel. Olhando com alegria e medo ao mesmo tempo ele se dá conta que não pode existir um apanhador que proteja a inocência das crianças, e que elas acabam por ter que por si mesmas encarar a dureza do mundo.

Holden nunca relata o seu prognostico desde a internação. Sua voz nas últimas paginas do livro indicam que o seu tempo em recuperação o deixou mais calmo e com mais perspectiva, mas ele continua solitário e sem direção.

Holden Caulfield é apresentado como uma figura protetora que quer proteger mentes inocentes como a de sua irmã Phoebe da maldade do mundo.

“ Alguém escreveu FUCK YOU na parede da escola ( de Phoebe ). Isso me deixou louco. Eu pensei o que Phoebe e as outras crianças pensariam ao ler isso. E como ficariam pensando e imaginando o que significava, e então alguma criança mais velha as contaria naturalmente...eu não consigo parar que querer matar quem escreveu isso.”

Queda. Holden escuta de seu professor que ele está nesta grande queda e que ele nunca saberá quando ele vai atingir o fundo, ele só continuaria a cair e cair.

“ Eu penso que essa queda é um tipo especial de queda, um tipo terrível. Ao homem caindo é permitido sentir bater no fundo, isto foi programado para o homem , que num determinado momento ou outro em sua vida busca por algo que seu ambiente não pode lhe oferecer ou justificar. Isso ocorre para que ele pare de procurar antes mesmo que ele tenha começado.”

Holden toma esse conselho pessoalmente e enquanto caminha pela 5ª avenida ele pede para seu irmão (já morto) que lhe ajude.

“ Sempre que eu chego no final de um quarteirão eu faço de conta que eu estou falando com meu irmão Allie. Eu digo, Allie, por favor não me deixe desaparecer.”

Já foi interpretado que a atitude de Holden no final do livro é a mesma do começo, o que implica uma falta de distinção entre um romance juvenil ou adulto. Por outro lado, já foi dito que os professores incluem o livro no currículo escolar porque o otimismo no final que “denota que a alienação é apenas uma fase”. Enquanto uma interpretação diz que Holden age de acordo com sua idade, a outra supõe que ele pensa como um adulto por sua habilidade de ver através das pessoas com claridade.

O livro foi interpretado negativamente por certos críticos que dizem que ele possui apenas respostas negativas aos problemas que expressa. Em um outro tipo de critica, sua filosofia foi comparada com a de Jean-Jacques Rousseau.

O personagem de Phoebe tem um papel importante em influenciar Holden. Seu nome vem do grego Phoibus, deusa do céu e da lua. Essa comparação sugere que ele serve como uma forma de oráculo para Holden, em quem ele pode confidenciar e buscar conselho. Phoebe também se coloca como um personagem catalítico para Holden, tendo em vista que ele se vê como o apanhador no campo de centeio. Phoebe e Holden parecem intercambiar constantemente papeis enquanto apanhadores e as crianças.

De qualquer forma no final do livro Holden se dá conta que não pode controlar a vida de Phoebe nem a impedir de crescer. Inevitavelmente ela vai cometer erros. Desta forma, Holden de fato mudou no decorrer do romance, e aceitou, a certa extensão, a sua inabilidade em ser o apanhador para Phoebe e para todas as outras crianças – ele deve deixá-las crescer por si mesmas.

Em 1960, um professor for despedido e depois readmitido por indicar o livro aos seus alunos. Entre 1961 e 1982, o romance foi o livro mais censurado nas escolas e bibliotecas americanas. Em 1981, era ao mesmo tempo o livro mais censurado e o mais indicado nas escolas publicas dos EUA.

A fama do livro foi tamanha que muitos dos censores eram sequer familiarizados com o enredo per se. Uma professora do segundo grau criticou os censores dizendo que eles estavam sendo como Holden... tentando ser os apanhadores no campo de centeio.

Mark Chapman, que assassinou John Lennon em 1980, estava carregando consigo o livro e leu uma passagem do livro em seu julgamento.

John Hinckey que tentou assassinar o presidente Reagan também se disse obcecado pelo livro.

O autor jamais permitiu que o livro, um dos mais vendidos e conhecidos do mundo, se transformasse em filme, embora tanto o livro quanto Holden sejam constantemente citados em diversas produções e inspirado diversos personagens.

Fonte: Wikipedia

Traducao: Drigo

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Exposição Tara McPherson em Porto Alegre






Tara McPherson nasceu em 1976, em Sao Francisco, EUA. Atualmente mora em Nova York. Em 2008, fez individual na Choque, com pinturas a óleo, lançando uma grande série chamada Fractal Lake. Na imagem abaixo, Tara em frente a duas das nove pinturas da mostra.





Tara é uma pintora tecnicamente “acadêmica”, usa óleo sobre painéis de madeira, explora veladuras, efeitos de claro-escuro e os brilhos que só a pintura a óleo proporciona. Mas apesar do apuro numa técnica tão tradicional, seu trabalho não é nada conservador




Tara está metida de corpo inteiro na cultura pop. Une rock, quadrinhos e surrealismo, num equilíbrio próprio, criando uma obra de grande empatia com os jovens


A atmosfera solene da pintura feita à maneira renascentista, contrasta com os ícones pop retratados pela artista e cria uma tensão cheia de ironia e provocação.







A artista percebe e explora muito bem o charme dos cartoons, das imagens infantis, da nostalgia pop. E apresenta seus personagens sempre envoltos numa espécie de nobreza heráldica. O que resulta em imagens enigmáticas, carismáticas e simbólicas.





É um trabalho preciso, formal e de construção habilidosa. A pesquisa e o desenvolvimento de cada cena, personagem ou ambiente, mostra um processo criativo sistemático, rigoroso do projeto à execução de cada desenho ou pintura.






Seus desenhos feitos a lápis são transformados em linhas de contornos precisos, digitalizados e aplicados graficamente em ilustrações, posters, gravuras, objetos tridimensionais e toda uma sorte de gadgets e souvenirs.







Mais do que simples material de merchandising, o processo de “industrialização” da sua arte tem um papel importantíssimo no processo de mitificação do seus personagens.





Tara McPherson extrai da popularização dos seus ícones, o status que a fama pode produzir, potencializando seus contrastes e profundidade.





Tara foi chamada pela Elle, de “Rainha da Poster Art”, pelo grande sucesso das suas gravuras (de tiragem limitada, nimeradas e assinadas pela artista), com as bandas de rock preferidas da artista.






Informações:

www.nucleourbanoide.com

John Hughes






Morreu ontem, aos 59 anos, o diretor, produtor e roteirista de cinema John Hughes. Criador de um genêro, Hughes é responsável por alguns dos principais clássicos dos anos 80 ( incluindo The Breakfast Club/ O Clube dos Cinco ) documentando e influenciando toda uma geração.

Thanks, Mr. Hughes.

Tributo ao Breakfast Club (1985)
http://www.youtube.com/watch?v=m1NIcWOsbGA&feature=related

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Manchester Orchestra

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Anticon


Anticon é um selo independente de San Francisco, CA, fundado em 1997. É coletivamente administrado por sete artistas-sócio-fundadores e um gerente. Os músicos que são lançados ou que se associam Anticon são conhecidos como a Coletiva Anticon.

A linha de artistas que faz parte do selo já foi descrita como “o equivalente do hip hop ao post-rock” ou como um “hip hop avant-garde”, também chamado de “avanthop”. Os lançamentos incluem material criado por seus membros, afiliados e sua extensa família musical.
Apesar de a Anticon originalmente ter existido dentro dos círculos do Abstract Hip Hop, os fundadores se tornaram pouco a pouco apenas tangencialmente relacionados com o Hip Hop e o selo começou os últimos anos a lançar música nos gêneros indie rock e eletrônica.
Artistas que fazem parte da Anticon são das Costa Oeste e Leste dos E.U.A, do meio oeste daquele país e mais recentemente do Canadá e do Reino Unido.

Estes músicos se apresentam solo ou em grupo, já que as colaborações tanto dentro quanto fora da Coletiva são freqüentes. De qualquer forma, a própria Coletiva evoluiu ao longo do tempo em um grupo de artistas que, apesar de compartilharem uma mesma qualidade independente, progressiva e frequentemente desafiadora, exploram diferentes estilos musicais incluindo o eletrônico e o rock. Muitos dos artistas da Anticon fazem partes de múltiplos selos e alguns até possuem seus próprios selos através dos quais lançam seu material.

O selo também organizou diversas exposições de artes visuais de vários artistas da Coletiva.

Definitivamente vale a pena dar uma curtida no site do selo, e se você freqüenta o Plano B vai ouvir mais e mais falarmos dessa galera.

http://www.anticon.com

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Gi Milanezi














Essa série de digitais é da Gi Milanezi, e é ela quem faz a grande maioria da arte digital para o Plano B. Eu conheci a Gi através da sua arte, muito antes do Plano B, quando dei de cara com um desenho perto do Angeloni da Felipe Schimdt.

Hoje é com orgulho que a gente tem a Gi como sócia e colaboradora. Admiramos o trabalho e dela e acima de tudo achamos ela uma gata.

Para quem quer saber mais: http://www.flickr.com/photos/giovana_milanezi/ ou apareça no Plano.

Plano B. Só gente boa.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Indie Mix + Electro




Plano B apresenta:

Electro-Doméstico
Sex 17 Jul

Line Up:
10pm Ervilha: Indie Mix
1am Felipe ( Fun House ): Electro

$10 Geral
$5 com nome na lista ( hotlist -> projetoplanob@hotmail.com )
$0 caros associados

Venha. Beba. Dance.

Plano B. Dando choques.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia Mundial do Rock


Comemore o Dia Mundial do Rock no Plano B

A partir das 17hrs.

Filmes:

Control: Um perfil de Ian Curis ( Joy Division )

Control é um filme de 2007 de Anton Corbijn rodado em preto e branco. É um filme biográfico sobre a vida e a morte de Ian Curtis (1956—1980), vocalista da banda inglesa de pós-punk Joy Division. O roteiro foi escrito por Matt Greenhalgh e baseia-se no livro Touching from a Distance, escrito pela esposa de Ian Curtis, Deborah, que também co-produziu o filme.

O filme detalha a vida turbulenta do jovem músico, que forjou um novo gênero a partir da cena punk rock britânica dos anos 70 com a banda Joy Division, que ele liderou de 1977 a 1980. O filme também aborda seu difícil casamento e relações extra-conjugais, bem como suas frequentes crises epiléticas, que sabidamente contribuíram com as circunstâncias que o levaram ao suicídio na véspera da primeira turnê norte-americana do Joy Division.

O título é uma referência a uma música do Joy Division, She's Lost Control — acredita-se que a música foi escrita por causa de uma cliente de Ian Curtis enquanto ele trabalhava numa agência de empregos em Manchester, ela era epilética e morreu posteriormente durante uma crise.


The Doors: Clássico do Oliver Stone

E no mais é música gelada e cerveja boa.

Plano B. Rock.

domingo, 12 de julho de 2009

http://www.themanchesterorchestra.com/

quarta-feira, 8 de julho de 2009

1977, o evento.

1977



Punk rock é um subgênero do rock desenvolvido entre 1974 e 1976 nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália. Enraizado no rock de garagem e outras formas daquilo que hoje ficou conhecido como protopunk, formado por bandas que sacaram os excessos do rock coorporativo dos anos 70. Eles então criaram uma música rápida com canções tipicamente curtas e com um tom geralmente político e contra o sistema. O Punk abraça a ética do DIY ( faça você mesmo), com muitas bandas produzindo suas próprias gravações e as distribuindo por canais informais.


Ao final de 1976, bandas como os Ramones, em NYC, e os Sex Pistols e The Clash em Londres eram reconhecidas como a vanguarda de um novo movimento musical. O ano seguinte viu o punk se espalhar por todo o mundo. O Punk rapidamente, embora brevemente, se tornou o maior fenômeno cultural do Reino Unido. Na maior parte, o punk se enraizou em cenas locais que rejeitavam qualquer associação com o mainstream. Uma subcultura punk adjacente emergiu, expressando a rebelião de seus integrantes e caracterizada por ideologias anti-autoritárias.


No começo dos anos 80, estilos mais agressivos como o hardcore e o Oi! Se tornaram a forma predominante de punk rock, e esses mesmos estilos por sua vez, geraram outros estilos quase antagônicos como o Emo ( 1984, com bandas com Embrace, Rites of Spring), o post punk, o rock alternativo ( grunge?) e o pop punk.


Fonte: wikipedia
Tradução: Drigo

quinta-feira, 2 de julho de 2009

No Comando

terça-feira, 30 de junho de 2009

Garagem


Rock de garagem é uma forma não trabalhada de rock and rolll que ficou famosa primeiramente nos EUA e Canadá entre 1963 e 1967. O rock de garagem não foi reconhecido como um gênero de música independente, durante os anos 60, e nem foi dado nenhum nome específico, nestes anos, para seu estilo. No início dos anos de 1970, alguns críticos do rock retroativamente batizaram-o de punk rock. Contudo, o estilo musical foi mais tarde atribuído o termo, rock de garagem, ou punk dos anos 60, para evitar confusão com a música das bandas punk do fim da década 70, tais como Sex Pistols e The Clash.
Deve-se a origem do termo informal, rock de garagem, as bandas dos adolescentes que muito desejavam seguir seus ídolos de rock mas que não podiam pagar as horas caras de ensaios musicais em estúdios profissionais, com seu alto custo de aluguel e, como alternativa, ensaiavam nas suas garagens de casa. Outro termo similar usado, as vezes, é backyard band (bandas de fundo de quintal)---as bandas que tocavam em festinhas caseiras.

O estilo foi caracterizado pelas gravações com baixo custo de produção, geralmente realizadas por adolescentes nas garagens de suas casas. A gravação de 1958 "Jenny Lee" de Jan and Arnie (que posteriormente tornou-se Jan and Dean), é considerada marco inicial do gênero.

O estilo evoluiu das cenas regionais dos Estados Unidos desde 1958 com artistas como The Wailers e Link Wray. No começo da década de 1960 o estilo passou a ganhar proporções nacionais daquele país, com bandas como The Kingsmen, Paul Revere and the Raiders.. A Invasão Britânica dessa época também influenciou na modelagem do som do rock de garagem, além de incentivar a formação de novas bandas de rock. Os artistas britânicos mais referenciados eram aqueles com grandes bases no blues como The Kinks, The Animals, The Yardbirds, The Pretty Things e The Rolling Stones. Os Beatles eram considerados influência por todas as categorias de bandas da época, ainda que os puristas do rock de garagem os rebaixavam devido à grande diversidade do som da banda.

O estilo de garagem, que teve seu auge comercial em 1966, acabou decaindo em popularidade até sua extinção em 1970. Na década 70 o estilo foi revigorado sobre nova roupagem, o punk rock. Inclusive o termo era utilizado originalmente para identificar exclusivamente o rock de garagem, que ganhou esse novo termo para que as bandas da década de 60 não fossem confundidas ou misturadas com a nova geração de bandas tais como Sex Pistols.

Nos anos 80 várias bandas revitalizaram o rock de garagem, como o The Fuzztones. Um dos grandes símbolos dessa década são os temas, geralmente sobre terror ou sobre as guitarras fuzz, que destruíam o som da guitarra. Durante a década de 00 outras diversas bandas revitalizaram o estilo, como The Hives, The Vines, Eagles of Death Metal e The Strokes.

O Plano B vai, nesta sexta feira, explorar essa última onda do Garage Rock, também conhecida como o Garage Rock Revival.

Entre as bandas que vão compor a playlist estão:

The Vines
The Hives
The Strokes
White Stripes
The DirtBombs
The Detroit Cobras
The Go
The Sight
Libertines
The Kills
Black Rebel Motorcycle Club
Dandy Warhols
The Datsuns
Kings of Leon
The Black Keys
Arctic Monkeys
Dirty Pretty Things
Babyshambles
The Pattern
The Frattelis
Yeah Yeah Yeahs!

Mais informações e a arte amanhã, pelos orkuts e afins.

Fonte: Wikipedia

Leia-se CHU



Nascido na Filadélfia, mas criado em Fresno, Luke Chueh ( pronuncia-se CHU), teve trabalhos publicados em diversas revistas de design gráfico enquanto criou, produziu, escreveu, desenhou, editou e publicou o EXP, um zine dedicado ao gênero IDM ( Intelligent Dance Music).

Em Los Angeles, Chueh empregou esquemas minimalistas de cor, personagens animais simples e uma lista sem-fim de situações tragicômicas. Chueh equilibra com estilo o bonitinho com o brutal, transitando na tênue linha que separa a comedia da tragédia.

http://www.lukechueh.com/

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Labels I


Sub Pop foi fundada en 1979 em Olympia, Washington por Bruce Pavitt como Subterranean Pop, um fanzine local especializado em rock alternativo. Já na segunda edição, a revista passou a se chamar Sub Pop. Sub Pop alternou edicições de sua revista com fitas K-7 que contiam compilações de bandas diversas da cena independente local. Foram publicadas nove edições ao todo: seis revistas e três fitas. Após isto a revista parou de ser publicada, e a empresa se concentrou na distribuição das fitas mas não houve retorno financeiro e a publicação da Sub Pop passou a se resumir a uma coluna no The Rocket, revista de Seattle. En 1986, Pavitt se mudou para a capital Seattle, do estado de Washington, e lançou o EP de estréia da Sub Pop, a compilação Sub Pop 100 (onde há uma faixa do Sonic Youth). Em 1987 gravam o primeiro trabalho com uma banda exclusiva: o EP Dry as a Bone, do Green River. Também em 87, Kim Thayil do Soundgarden apresentou Pavitt a Jonathan Poneman, os dois criariam o selo Sub Pop Records

Bruce Pavitt y Jonathan Poneman decidem fundar a Sub Pop Records e em outubro de 1987 lançam o primeiro EP do Soundgarden, Screaming Life. Foi criado o Sub Pop Singles Club, um serviço de assinatura mensal de "mala direta" pela qual os fãs da cena alternativa local recebiam um single de bandas ligadas ao selo. O primeiro destes singles foi Love Buzz/Big Cheese, do Nirvana, banda que se tornaria a principal marca da Sub Pop. . Em 1988, dois álbuns fundamentais foram lançados: Bleach do Nirvana e Superfuzz Bigmuff do Mudhoney. O movimento grunge de Seattle estava preparado para correr o mundo. Como de corriqueiro, Pavitt e Poneman foram acusados de se venderem ao mercado e de aderirem ao rock "comercial" . Bleach foi bem recebido e se tornou sucesso nas rádios universitárias, vendeu 6.000 copias naquela época, um número não tão alto, mas bom para uma banda alternativa em seu primeiro álbum. Tão logo cresciam em popularidade as bandas lançadas pelo selo migravam para gravadoras maiores. O Nirvana assinou com a DGC Records por 287,000 dólares. O contrato previa que a 75,000 dólares iriam para os cofres da Sub Pop, bem como 2% da verba adquirida com as vendas.

Hoje estão na Subpop algumas bandas conhecidas como The Postal Service, Flight of the Conchords e The Shins.

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Paul Neave



Neave.com é o playground interativo do designer gráfico britânico Paul Neave. Vários brinquedos e jogos para quando não se está afim de pensar. Vale curtir strobe, imagination e television.

www.neave.com

terça-feira, 23 de junho de 2009

F**k Clfrna



Give me a lake that I can dive into
Bury my head in the shit at the bottom
Fuck today
Fuck San Francisco
Fuck California
I realize I never gave you a chance
I realize I never gave you romance
At the top of the hill

Leave me to stream in the current or breeze

Give me a lake that I can dive into
Bury my head in the shit at the bottom
Fuck today
Fuck Oakland
Fuck California
At the top of the hill

por Wild Light

segunda-feira, 22 de junho de 2009

1991



Grunge (às vezes chamado de Seattle Sound, ou Som de Seattle) é um estilo musical independentee que se tornou bem-sucedido comercialmente no início da década de 1990. O grunge é uma ramificação do hardcore, heavy metal e rock alternativo do final dos anos 1980 e começo da década de 1990. Bandas das cidades do noroeste dos Estados Unidos, como Seattle, Olympia, e Portland, foram responsáveis pela "criação" do grunge e o tornaram popular para a maior parte da audiência. O gênero é muito associado à Geração X, devido ao fato de sua popularização ter ocorrido em seguida ao surgimento desta geração, a qual consiste nas pessoas nascidas nas décadas de 1960 e 1970. Apesar de não ser um estilo musical bruto, é normal como característica padrão do grunge um vocal bastante rouco e arrastado, combinando com distorções de guitarra extremamente sujas, com composições que costumam ter uma alternância entre levadas arrastadas e rápidas fazendo a música secar abruptamente, para voltar com força total em seguida. Ao mesmo tempo, porém, também ficou conhecido por ser um gênero bastante amigável com músicas acústicas.

Os temas das bandas nomeadas grunge geralmente estão relacionados com letras cheias de angústia e sarcasmo, entrando em temas como a alienação social, apatia, confinamento e desejo pela liberdade. Assim como acontece com alguns fãs do indie rock e seguidores do movimento punk, muitos músicos grunges mostram um desencantamento geral com o estado da sociedade, assim como um desconforto ao serem prejudicados socialmente. Ironia, sarcasmo, auto-humor, crítica social, revolta, desespero, sentimento de inferioridade e referências ao uso de drogas. O crítico de música Simon Reynolds disse em 1992 que "existe um sentimento que queima nesta largura da cultura. Os jovens estão depressivos com relação ao futuro."
Foi preciso dar um nome a essa explosão musical que estava se tornando a nova moda, e Grunge (que quer dizer algo como sujo em inglês) foi a escolha. Um ponto que explica a quantidade de bandas na cidade de Seattle pode estar relacionado ao clima sempre chuvoso, transformando as características da cidade em sombria e tediosa. Muitos garotos não tinham o que fazer a não ser montar uma banda na sua garagem. A banda Cheap Rum de Santa fé, que deu o pontapé inicial, em plenos anos 70. em 78, na tentativa de misturar o country rock, com o rock progressivo.

Especula-se que o termo "grunge" em si tenha sido apenas o nome dado pela mídia e adotado pelo público a essa explosão de bandas vindas de Seattle e suas proximidades. Essas bandas pertenciam a um círculo underground e tocavam diversos tipos de rock de maneira alternativa e descompromissada, sem muitos conhecimentos musicais ou estilos fixos. As bandas na verdade não possuem, necessariamente, semelhança musical, cada uma possui influências diferentes e características particulares, como em qualquer movimento, porém, todas enfrentavam a mesma realidade; existem semelhanças nos temas e comportamento destas bandas. Associa-se ao grunge, na mídia principalmente, bandas como Nirvana, Alice in Chains, Soundgarden, Pearl Jam, Mudhoney, Mother Love Bone, Cheap Rum, Temple of the Dog, Screaming Trees, Stone Temple Pilots e outras bandas que pegaram carona nesse movimento como L7 e Hole.


O grunge emergiu como um gênero popular, e sua aceitação pelo público é geralmente entendida como uma reação contra o domínio mainstream do Glam metal. As bandas de Glam metal, como Cinderella, Skid Row, Poison e Mötley Crüe estavam dominando as paradas, especialmente nos Estados Unidos, por vários anos.
O grunge foi assimilado pela juventude graças ao seu simples caráter desafiador, que era uma provocação às normas da cultura popular da época, vista por muitos como dominada por corporações e superficial.


O Nirvana é geralmente tido como a banda que levou o gênero à consciência popular, e de certa forma ao contrário da essência despreocupada do grunge, que levou ao termo "grunge is dead" pelo próprio Kurt Cobain, (vocalista da banda) em 1991.
O sucesso da música "Smells Like Teen Spirit" (do álbum Nevermind) surpreendeu toda a indústria da música. O álbum, segundo da carreira do Nirvana, foi um hit que atingiu o primeiro lugar em todo o mundo. O Pearl Jam, outra banda que começava então a conseguir popularidade, havia lançado seu álbum de estréia, Ten, um mês antes que o segundo álbum do Nirvana, em Agosto de 1991, mas suas vendas só decolaram após o sucesso da banda de Kurt Cobain. Outras bandas populares baseadas em Seattle também serviram como "pilares" do gênero como o Soundgarden, Alice in Chains e Tad, embora bandas de outras regiões, como Stone Temple Pilots, de San Diego, The Nixons, de Oklahoma, o The Smashing Pumpkins, de Chicago, L7 de Hollywood, além de bandas do que seria o embrião do subsequente rótulo pós-grunge como o Silverchair, da Austrália, e a banda britânica Bush também tenham alcançado o sucesso.


Por mais que tenha sido este um termo inventado pela mídia, e algumas bandas até mesmo desconsiderarem tal rótulo, muitos fãs acabaram por criar sua própria identidade no Grunge, com correntes de pensamento baseados nas atitudes dos membros dessas bandas que costumavam tratar sobre temas parecidos.
Na maior parte das vezes as letras nas músicas são depressivas ou melancólicas (como nota-se em Nirvana e Alice in Chains), além de trazer um quê de rebeldia, sempre presente no rock, fazendo assim com que as pessoas que se enquadram nestes termos se identifiquem com a música.


Vendo de maneira geral, é comum uma atitude rebelde ou mal vista pela sociedade, porém ao mesmo tempo com um pensamento um tanto pessimista ou niilista, seja por causa da maneira como a pessoa encara o mundo ou seja por causa de sua própria depressão ou descrença em geral (muito deste sarcasmo pode ser reparado nas letras de bandas como Nirvana, que são aparentemente desconexas e em alguns casos até sem sentido algum). As vezes associam também valores pacifistas, além dos que preferem seguir à risca alguns pensamentos do movimento punk, como a anarquia, a marginalização e a prática underground do Faça Você Mesmo.


Por mais que não exista nenhum padrão de comportamento em comum entre as bandas, a música de Seattle acabou se tornando, por vezes, os representantes dos lados mais excluídos ou oprimidos da sociedade. A personalidade de um "Grunge" era o mesmo de um Slacker. Tal associação se criou princípalmente devido à Kurt Cobain, que tinha problemas sociais e de carência afetiva ainda quando era um estudante (o mesmo orgulhava-se de ser um estranho, revoltado com os populares desportistas, vistos por ele como machistas). Este tema, nas músicas, foi explorado em algumas ocasiões. Pode-se citar por exemplo Jeremy do Pearl Jam, que conta a história de um garoto que é ridicularizado pelos colegas na escola e deixado de lado pelos pais, o que o leva ao suicídio, Man in the Box do Alice in Chains que tem uma tendência introspectiva ("homem dentro de uma caixa") gerando a descrença e o desespero, e Smells Like Teen Spirit do Nirvana cujo um dos enfoques é dado a um faxineiro faminto e até mesmo ao próprio Kurt interpretando um garoto tímido que quer fazer uma revolução no colégio. Outro tema constante são as críticas ao comportamento padrão e destrutivo da humanidade, ora de maneira bastante abstrata, ora com palavras bem diretas, como em Do The Evolution, também do Pearl Jam.


Várias atitudes dos slackers considerados grunges (princípalmente por parte visual) trataram de os aproximarem a uma filosofia semelhante a dos cínicos da Grécia Antiga, seguindo a herança filosófica que Kurt deixou ao misturar ideais punks e hippies. Geralmente são contra os valores da sociedade, o consumismo exagerado e a beleza superficial, portanto muitos não se importam com a própria aparência e adotam um jeito largado e despreocupado de ser. Também costumam trajar roupas velhas e sujas, como calças rasgadas e camisas de flanela quadriculadas. All Stars muitas vezes também são usadas, devido ao preço barato do calçado. Era esse o modo como se apresentavam os jovens no início da década de 90, sendo esta a imagem que até hoje associam ao movimento. Mas não é necessário estar a caráter de algum estilo para segui-lo. Quando bandas como o Nirvana passaram a ser muito populares e no topo do mainstream, muitos fãs inclusive largaram suas flanelas para fugir do estereótipo visual, seguindo uma estética simplória e formal, justamente para não parecer "cool", popular ou descolado.


A popularidade que o grunge atingiu nas massas teve vida curta. Muitos acreditam que o grunge efetivamente começou seu declínio quando Kurt Cobain faleceu(possibilidade de suicidio ou de assasinato), em Abril de 1994. É consenso entre fãs e historiadores da música que o gênero era contrário a tornar-se mais "pop", de modo que pudesse obter uma popularidade mais duradoura. Muitas bandas grunge se recusaram a cooperar com gravadoras em compor músicas mais "pop", mais palatáveis, mais "mainstream", que pudessem ser tocadas em rádios de modo que não só os admiradores do grunge gostassem. Contudo, os selos encontraram novas bandas que aceitaram fazê-lo, embora estas acabassem por criar um som "mutilado", que não condizia com a história do estilo e nem com o gosto dos fãs de longa data. O próprio Nirvana não gostava de se juntar ao Pearl Jam ou ao Alice in Chains para não sustentar a "moda grunge" e fazer um sucesso comercial, preferindo optar por bandas mais undergrounds e mais de acordo com o gosto dos integrantes.


Com todos estes acontecimentos, um declínio geral nas vendas fonográficas em 1996 pode ter levado os selos a procurarem novos e diferentes gêneros musicais e promovê-los, ao contrário de estilos que eram populares até o momento – como o grunge.
Outro fator que pode ter levado ao declínio da popularidade do grunge foi o advento de um sub-gênero do grunge, conhecido como "pós-grunge". O pós-grunge é o nome dado a bandas que trazem grande influências das bandas que se destacaram no movimento grunge (Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Stone Temple Pilots e Soundgarden) . Este sub-gênero é tido como uma imposição de executivos de gravadoras que queriam vender uma variação do grunge que teria sucesso comercial com um público menos específico, como resultado de uma aproximação da música pop. Em meados da década de 1990, os selos/gravadoras começaram a fechar contratos com bandas que tocavam este tipo de som e deu-lhes enorme exposição na mídia. Ao passo que algumas dessas bandas, como Silverchair e Bush, mudaram seu som e foram capazes de conseguir sucesso global, muitos fanáticos pelo grunge "original" denunciaram bandas "pós-grunge" como sendo "mercenárias". Casos notáveis disto foram as bandas Candlebox e Collective Soul, que foram "blasfemadas" pela maioria dos fãs de grunge. Até mesmo as bandas de pós-grunge comercialmente bem-sucedidas sofreram este tipo de acusação, o que lhes causou, majoritariamente, períodos de sucesso apenas breves, ao contrário das bandas que criaram o gênero. À medida que o grunge começou a ser menos notório no cenário musical, as chamadas bandas pós-grunge – como Creed e Days of the New – também começaram a receber muitas críticas negativas dos fãs remanescentes. No entanto alguns veêm o surgimento do pós-grunge como um passo natural para um estilo que, devido a iminente decadência comercial, fez com que as grandes gravadoras procurassem outros nichos de mercado. O pós-grunge tornou-se apenas uma versão reciclada no grunge original e também um termo utilizado para designar bandas surgidas anos depois da explosão do movimento, porém claramente influenciadas pelo mesmo, como Hog Molly, The Vines, Weezer e Radiohead por exemplo, o que significa que nem tudo o que se encaixa nesse sub-gênero pode ser considerado meramente comercial.


Para muitos fanáticos pelo gênero, a decadência do grunge não era fato consumado até a dissolução da banda pioneira Soundgarden, em 1997. Só então reconheceram que o grunge – enquanto gênero musical principal das paradas – "era passado". Apesar dos pesares, o grunge permaneceu na cena musical por alguns anos, embora com pouca popularidade. Muitas bandas continuaram gravando e fazendo turnês, com sucesso mais restrito, como por exemplo o Pearl Jam. A música grunge ainda tem muitos seguidores e simpatizantes, muitos dos quais conduzem debates na Internet sobre a história do movimento; seu significado atual na sociedade; bandas que surgiram deste estilo; e a situação atual de músicos do grunge.

Fonte: Wikipedia

smells like good times.(clique na imagem para aumentar)


Myspace fecha portas no Brasil


O MySpace Brasil vai fechar as portas a partir de 1º de julho. Na realidade, se depender do humor da equipe daqui, já a partir de amanhã todos os funcionários vão querer esquecer a empresa.


A notícia chegou hoje no final da tarde à sede do MySpace Brasil, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. Nem sequer o diretor da operação brasileira, Emerson Calegaretti, sabia da movimentação.


Segundo o relato que ouvi, Calegaretti primeiro foi surpreendido pela demissão do seu chefe, Victor Kong, o responsável pela América Latina. Algum tempo depois, soube que o escritório brasileiro também seria fechado.


Seus superiores enviaram um arquivo em Power Point que deveria ser exibido aos funcionários. Segundo os relatos que ouvimos, Calegaretti se recusou a fazê-lo. (Estamos tentando contato com ele, mas até agora não conseguimos.)


Calegaretti reuniu os funcionários e contou a novidade. "Fomos pegos de calças curtas", disse um dos demitidos. "É possível que um ou outro fique na Fox (empresa dona do MySpace) para manter o site em português, mas agora ninguém sabe de nada."


Embora a crise do MySpace não fosse novidade para ninguém, havia a expectativa de que a operação brasileira sobrevivesse. Há dez dias, num almoço que eu e a Camila Fusco tivemos com Calegaretti, ele confirmou que o MySpace Brasil dava lucro e era responsável pelo oitavo maior faturamento da empresa, entre os 30 escritórios mundiais da empresa.


Além do Brasil, México e Argentina também terão seus escritórios fechados.


Nenhuma palavra sobre o que será do acordo anunciado na quarta-feira passada com o iG, depois de longos meses de negociação. Nada, também, sobre outras parcerias que o site tinha com empresas de mídia e anunciantes.


Calegaretti havia comentado que tinha viagem marcada aos Estados Unidos, para conhecer o novo CEO da empresa, Owen Van Natta. "A passagem estava até comprada", disse nosso informante.


Pelo jeito, não vai acontecer. Antes que pudéssemos confirmar a informação, a assessoria de imprensa do MySpace Brasil nos disse que deve haver um comunicado sobre a empresa amanhã. Continuaremos tentando um contato com Calegaretti para obter mais detalhes.

Fonte: UOL

Booty

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Para Ler En Español




Aire

Y entonces, respiro. Hondo, profundo, sintiendo el oxígeno que llena mi sangre y refresca el cerebro, aun sin encontrar remedio para la candidez del corazón, entro en un brevísimo recreo. Freno un poco y las perspectivas pierden ese efecto que toma todo cuando uno va a mil por hora, que es demasiado rápido hasta para ir rápido.



Han sido días que, para mi grata sorpresa, he estado más tranquilo.


Me acuesto y me duermo, me despierto y me levanto con la sensación templada, con el instinto en el pleno proceso de retomar el coraje, de volverse hermoso y retornándome a mi; sediento de belleza, de luz, de certezas que parecen desafíos porque son dudas hermosas con las que ya no me quiero atrever a bailar. Me atrevo, bailamos, y vaya si bailamos.


Enfrentado amablemente al planteo de que soy un obsesivo musical, no puedo sino sentirme agradecido; por el planteo en si y por los labios que me sentencian a la más feliz de las condenas. Good music is good, las verdades son absolutas, y si las combinamos sólo tenemos corazón, tenemos fibra, lágrima y piel. "La canción quiere"; y siempre porfía.


Del aplauso sordo no me quiero ir. El equilibrio que exige ese amor que es incondicional por imposible es hermosamente agotador; inabarcable, es un placer perderse en su violencia.


Aquí no hay mensajes ocultos, no hay códigos encriptados; palabras secretas. Aquí sólo dice que eres todo. Lo dice claro y fuerte, fuerte como con vigor.


Esto no se muere y tampoco voy a matarlo, así que supongo que seguirá vivo. Y la tormenta, de tanto esperarla, finalmente llegará. Hasta entonces seguirás bailando conmigo, con mis dudas hermosas, las certezas desafiantes y las hojas en el pasto del parque.


Y ese día, cuando ella llegue, festejaré.

Felipe Arcos G. - Desde su Cabeza

terça-feira, 16 de junho de 2009

Shut Up Nimrod!



@ Plan B
A Green Day Night
Jun 19 10pm
Cold Beer
Good Music
Cool People
Cocktails by Mirsu
Videos on the Silkscreen
Just like the good darn ol'times.
Come and drink. If you drink.
Walk back home.
Plano B. A Basket Case.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Jack White - Nem um pouco o Rockstar do seus pais.



Sempre imprevisível e nunca menos do que interessante Jack White quebrou regras no rock moderno. Justifica-se, pois:

Ele não se importa em sentar no banco de trás , literalmente:

Em sua nova banda, Daed Weather, Jack é o baterista. Ele deixa os holofotes para Alison Mosshart ( do The Kills ). A história do rock é cheia de momentos onde o frontman temporariamente deixa seu posto para encarar projetos solo, Mick Jagger, Tom Yorke – mas esses movimentos são geralmente uma separação temporária da banda, quase uma forma de dizer “a banda é minha e eu faço o que eu quiser”. Mas ao colocar-se literalmente atrás da banda e jogar junto com um leadsinger que cospe fogo, White deixa claro que seu tempo afastado do White Stripes não é uma simples egotrip. ( A outra banda de White, The Raconteurs, é similarmente democrática.). Com certeza White tem uma boa auto-estima, mas ao tirar seu nome do topo do cartaz e subsumir sua identidade e talento é o aliviante reverso daquilo que se espera de caras de seu calibre.

Ele se importa com coisas menores:

Quando pensamos em ativismo no rock and roll nos vem a mente Sting e a sua floresta tropical, ou Bono contra o FMI. Ao contrário destes grandes pensadores, Jack opta pelo localismo. Ele faz parte do Conselho Municipal da Música de Nashville, um painel que define as políticas de sua cidade natal em relação a música, o que pode parecer pouco, mas White está atualmente ativamente empenhado na construção de um novo anfiteatro para a cidade. Bono fala com o papa, White, com o prefeito.

Ele cria mitos:

O nome real de Jack White é John Gillis. Por anos, ele fingiu que sua ex esposa era sua irmã. Diz-se que foi casado por um xamã em uma canoa no rio Amazonas. Suas bandas são tanto projetos conceituais quanto entidades musicais. E imaginação é o que não lhe falta. Comparado com seus contemporâneos de trinta e poucos anos, como Billie Joe Armstrong – que cultivam a idéia de que falam por ou para nós, meros fãs – Jack é calado e misterioso e parece não se importar que seu discurso pareça comum.

Ele se tornou um rockstar moderno fingindo que o mundo moderno não existe:

A música de White é enraizada em estilos – rockabilly, blues, garage rock – que já estavam empoeirados quando ele nasceu em 1975. Com certeza há precedentes de músicos que evocaram estilos antigos, como Beck em Odelay. White usa equipamentos analógicos, e o álbum Elephant foi gravado num estúdio em Londres com equipamentos dos anos 60. Ele não é, portanto, muito bem o tipinho auto-tune.

Ele é casado com uma modelo:

Bom na verdade, isso é bem o tipinho rock star, mas convenhamos que ele fez por merecer.

Fonte: Spin
Tradução: Plano B

Plano B – Traduzindo e com insônia.

http://www.whitestripes.com/
http://www.theraconteurs.com/
http://www.thedeadweather.com/

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sábado Jun 13

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pumpx no Plano B











Howl



O Uivo (Howl) é um poema escrito por Allen Ginsberg como parte de Uivo e Outros Poemas, publicado em 1965. O poema é considerado um dos principais trabalhos da Beat Generation, junto com On the Road, de Kerouak e Naked Lunch de Burroughs. O Uivo foi originalmente escrito como uma peça teatral pelo poeta Ferlinghetti. Apesar de o poema ser originalmente considerado obsceno e Ferlinghetti preso, Uivo se tornou uma das obras mais importantes da literatura americana do século XX. Para ler parte de Uivo em Português clique no link para o SOMA Words, ao lado.

Plano B - vá e beba, clique e leia.

Darren Waterson




Darren Waterson nasceu em L.A em 1965 e atualmente vive em San Francisco. Suas aquarelas, pinturas e murais já foram exibidos por todo o mundo e incluídos em algumas coleções permanentes em museus de arte moderna das principais cidades americanas.

Seus trabalhos recentes incluem Splendid Grief, uma viagem à época vitoriana através de releitura de pinturas e trabalhos que objetivavam expressar o momento de luto de uma sociedade onde a emoção era vista como algo a se esconder.

Em The Flowering, acompanhado por textos de Tyrus Miller, Waterson explora o universo de São Francisco de Assis através de seus sentidos e experiências físicas.

Aurora consiste em uma série de pinturas onde o artista explora idéias que permeiam a noção do sublime. Estes trabalhos buscam uma representação fotográfica dos estados mentais através de auras, refrações prismáticas, campos elétricos e partículas que são utilizadas para projetar visões de um universo não material.

A arte de Waterson está presente em diversos elementos da cultura contemporânea, como nos cds do Silversun Pickups, que foi onde a gente topou com o cara, pesquisou, traduziu e postou aqui.

O site do cara é http://www.darrenwaterston.com/
A tradução adaptada foi do Drigo.

Aqui tem mais e vale curtir:
http://www.portlandart.net/archives/2007/09/darren_watersto_1.html

6.6.9 no Plano







Silversun Pickups




Silversun Pickups, por vezes conhecidos por apenas "sspu", são uma banda de indie-rock de L.A, promovida pela Dangerbird Records, e encabeçada por Brian Aubert. O seu primeiro trabalho foi o num EP intitulado PikulL e lançado em 2005, depois lançaram seu segundo álbum, Carnavas, em 2006, e o seu último o álbum Swoon lançado em 2009.

O Plano gosta e recomenda. Go check.

http://www.silversunpickups.com/
http://www.myspace.com/silversunpickups

domingo, 7 de junho de 2009

Pumpx Up The Valuum - Sexta 5







quarta-feira, 3 de junho de 2009

Preview

Including My Vagina

6.6.9




6.6.9
O que é: electro-rock, coquetéis, catárse.
Com quem: Superpose, Wagner Storck e Superglam.
Clima: Veja o video do Superpose para sacar.
Se sinta em: Londres, Berlin, San Francisco.
Quando: Jun 6 9
Onde: Plano B
Por que ir: Porque o que acontece no Plano B, fica no Plano B.

:)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

669




Superpose faz um electro pop arrojado, tão quente que faz você se sentir em uma praia mesmo estando preso na tundra ártica.
Bigstereo

Superpose é um duo formado por Paulo Felitto nos vocais e Isaac Varzim nos teclados e programações. Viajando entre a disco music, electro e o rock, Superpose faz um som difícil de classificar e, por isso mesmo original e autêntico. Juntos desde o começo de 2008, fazem parte da nova e frutífera cena catarinense da música eletrônica. Suas músicas já foram remixadas por grandes nomes como NTEIBINT (Grécia), Fitzroy North (França), The Random (Brasil), Discobot (Brasil), Mottorama (Brasil) e Database (Brasil).

Recentemente teve a faixa Raver Loving – remix para Edu K – lançada pelo selo australiano Sweat it Out (Gameboy/Gamegirl). Superpose tem sido destaque em importantes blogs como The Fast Life, Discobelle e Big Stereo, o que tem aproximado a banda de um grande público no exterior.

Isaac Varzim, natural do Rio Grande do Sul, estudou composição e regência na Faculdade de Belas Artes do Paraná, com sólida formação em música erudita e jazz, passou a produzir música eletrônica em 2001.

Desde então já encabeçou vários projetos, entre eles Escafandro, projeto com o qual viajou em turnê por 12 países da Europa em 2007. No Superpose, Varzim é o produtor, além de tocar teclados e cantar.

Paula Felitto, natural de São Paulo, além de cantora trabalha com dança contemporânea – é formada em dança pela Faculdade de Artes do Paraná. No Superpose, Paulinha assume os vocais mas, mais do que isso, empresta suas performances marcantes aos shows.

Depois de diversos singles, Superpose acaba de lançar seu primeiro EP Dance Me, que é, por assim dizer, uma reinvenção de seu próprio gênero. Disco, Ítalo, Rock, Sobreposição, Superposição... Superose.

Link para downlaod do novo álbum Aurora (pode usar o download livre do
ep pra divulgação.

Myspace:
www.myspace.com/superpose

Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=5l2AWkQSxNQ
http://www.youtube.com/watch?v=vhZ4nJgfzkQ

Superpose toca na festa 669 no Plano em 6Junho09.

Plano B - Superposicionado.

Sábado no Plano

Balanço Bruxólico II



No creo en las brujas, pero que las hay, las hay.

Um caldeirão de vibrações onde cada ingrediente é temperado com diferentes sonoridades a cada novo ritual, resultando num cyberphunkpsychosurto multisensorial. Das mágicas terras do Seu Floriano, este quarteto encantado elabora um som pulsante de bumbo dançante, baixo percussivo, vocais danados de café mais seis cordas cruas a espalhar blue-notes em quem estiver pela frente.

A banda bebe do rock e do funk, em suas mais diversas fontes, adicionando também generosas doses de samba e brasil. Nas apresentações, o fruto autoral dessa mistura se une a covers e trabalhos de releitura das principais referências, tais como Chico Science & Nação Zumbi, Tim Maia, Vinícius de Moraes, Red Hot Chili Peppers, Jimi Hendrix e The Clash.

Temos dois anos de existência, mas a libido de uma adolescente. Temos corpos sedentos e também damos de beber. Temos shows incendiários e, sim, primamos pelo final feliz. No final de 2007 marcamos presença nas finais do II Rally de Bandas realizado pela Fundação Franklin Cascaes; já em principio de 2008 veio a classificação para as eliminatórias do II Festival de Música e Integração Catarinense (FEMIC); 2009 se inicia com uma incursão ao sul do estado em participação no Grito Rock Criciúma, onde a banda começa a mostrar sua nova cara lançando um convite aberto para horizontes desconhecidos através das mais recentes composições.

Fonte:
http://www.myspace.com/balancobruxolico

Balanço Bruxólico toca no Plano com a Dinossauro Sábado Maio 31.

Balanço Bruxólico I




Contou-me a seguinte estória acontecida na Ilha de Santa Catarina - Ilha dos trezentos engenhos de fabricar farinha de mandioca - o Sr. José Silveira residente no Canto da Lagoa da Conceição: que seus antepassados fizeram uma derrubada no Morro da Lagoa prá mode fazerem uma plantação de mandioca e mihio. Aconteceu - continuou o narrador - que na margem da roça derrubaram um grande tanheiro, bem vazado, que ficou caído ao pé de uma grande árvore que tinha em si um cipó enroscado e que de lá do alto das ramagens dixava cair um grande seio em forma de balanço.
Quando começaram a fazer a plantação, sentiram cheiro de fumaça de querosene, que saía de dentro do vazado do tanheiro, e também porque ali faziam a comida, notaram que as panelas amanheciam sujas e as ferramentas atiradas pelo chão, como se alguém dentro da noite lá aparecesse somente para fazer malvadezas.
Desconfiados com a situação, passaram a vigiar o lugar e constataram que dentro da noite a ramagem da árvore que tinha o balanço, era tomado por luzes de várias formas e tamanhos e que se movimentavam para direções diversas.
Encorajados por uma mulher benzedeira muito entendida e poderosa destas coisas dos outros mundos, subiram o morro protegidos com bentinhos, breves, figas, mostarda, arruda, cisco das três marés, água benta, vela benta, folhas de guiné, que são verdadeiras armas contra o poder diabólico destes trasgos dos infernos.
O que encontraram e viram era horripilante para os olhos humanos. As árvores tinham na base formas de pés de vários animais, lamparinas dançavam metamorfoseadas em forma humana; na boca do tanheiro derrubado estava um bicho em forma de morcego; no alto da árvore a canga do carro de boi estava pousada, ao lado de uma lamparina; um pouco abaixo uma coruja com cara de roda de carro de boi enfeitada com um par de antolhos; e no centro de tudo, de toda fantasmogênese uma bruxa se balançava no cipó fantasiada de cabeça de boi com pernas traseiras e mãos dianteiras, também de boi, e sendo a cabeça uma roda de carro de boi.
Todas as pedras que ali viviam estavam metamorfoseadas em atitude de exorcismo.
A coruja que aparece metamorfoseada no meio da árvore, se destaca como um observador cultural, deste tipo de cultura que o Povo antigo conduz em sua bagagem tradicional ..."

Franklin Joaquim Cascaes

quinta-feira, 28 de maio de 2009

quarta-feira, 27 de maio de 2009

em criciúma


terça-feira, 26 de maio de 2009

em floripa

sexta-feira, 22 de maio de 2009

No Way + Chorus Factory

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Para baixar


O que: Lilly Allen
Cantando: Straight to Hell
Do: Clash
Sobre: O Vietnam

Sexy, very sexy.

Plano B .Os seus e os nossos sonhos de consumo. Lado a lado.

www.thesheepmarket.com




www.thesheepmarket.com

Muito Legal.

Quinta Soul




E para beber tem Dado Bier e Patricinhas geladíssimas.
E para comer tem Pizza Cone.

Plano B, alimento para o corpo e para a alma e ainda mata a sede.

All I Know is That I Dont Know Nothing




E então
Eu paro e meus olhos fitam
Em busca de compreensão
E de tanto fitar se cansam

A saber que,

Mais do que entender
O que se fez
Ou não se fez

Ao completar-se um ano

Importa ser
Mais oceano
E aceitar-se errático
Por mais que eu me perceba

Matemático,

Eu aceito por fim
O inesperado, o acidental
E o poder subliminal
Da imaginação

Quem espera resposta ao calcular
Esquece-se de respirar e não se dá conta que

A matemática é mera linguagem
Imagem do verdadeiro, mas...
Não oferece solução

E o que importa na verdade
É que a falta de compreensão
Faz-me e faz a ti
Mais sãos.

E à cada peça que clama por outra peça
Para que encaixe

Eu digo não

E eu reconheço que isso incomoda e quase peço que me esqueçam
Pois me faz assim mais suportável esse cansaço
Eu que sou carne e não sou aço

Tanto penso
Tão pouco faço

E eu sigo sendo
Ladeira abaixo
Por gravidade

F=m.a

Na física de quem raciocina

Como se a esquina
Oferecesse
A resposta

Como se a menina
Oferecesse
A resposta

Como se perguntar garantisse
Exata explicação

Eu digo de antemão
Que não há
Explicação

Por que se ama um homem
Ou uma mulher e o porquê
Da supremacia ocidental
Do garfo e faca

Sobre a colher

A compreensão é uma utopia
A alma humana é vagabunda e vadia
E aleatória

E a história uma invenção
Diz-se e se escreve o que se quer
E no fim ninguém entende
Por que se insiste
Na dor
Que contagia

Sofre tanto o filho da puta
Que a dor imputa
Quanto quem em busca de sentido

Dói na luta


Mas a dor gera sanidade
E a idade
Humana ou sobre-humana
Encaminha-nos

Na busca por verdade
Obvia a maldade em quem serve ao ego

A luz que não estimula no cego a visão
Lhe acalenta
O coração

Um conforto que transcende a compreensão
Faz-lhe intuir

Mais do que nós que vemos e,
Que por não ser esse poema em Braille

Aqui o lemos

Desatando os nós
Que uma vez desatados
Transformam-se

Em novos nós.
E faz-nos de tanto amor, desejo e inteligência.

Montes de pó em pró

Da angústia de uma ciência
Que tão pouco entende

E eu
Que pareço um louco
Ao admitir
Que sou tão pouco

Que sei tão pouco.

Me calo e deixo o sol nascer
O galo cantar
E o dia acontecer

Drigo

No Rio








O fotógrafo francês JR ( não o Duran )traz humanidade às favelas do Rio e mais recentemente ao arqueduto da Lapa através de suas ampliações de imagens dos habitantes dos morros fluminenses.

Muito interessante.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Em NY






Exposição de Ernesto Neto no Wade Thompson Drill Hall, Park Avenue Armory

O artista plástico brasileiro ERNESTO NETO nasceu no Rio de Janeiro em 1964. Suas esculturas são compostas por elementos em tecido de lycra, algodão e poliamida e recheados com bolinhas de chumbo, polipropileno, especiarias, miçangas, espuma e ervas, entre outros. Muitas vezes a união entre esses elementos cria grandes redes que já foram chamadas de colônias pelo artista. A mistura de materiais inusitados com a utilização de tensão, força, resistência e equilíbrio é o que aguça a curiosidade do espectador da obra. No início da carreira, sua trajetória é marcada pelas obras dos artistas José Resende (1945) e Tunga (1952), na exploração da articulação formal e simbólica entre matérias diversas. Na obra A-B-A (chapa-corda-chapa), de 1987, explora a tensão estabelecida entre chapas retangulares de ferro, unidas por uma corda de nylon. Opta por procedimentos construtivos simples, que envolvem a articulação desses materiais também em relação ao ambiente circundante. Na instalação Copulônia (1989), insere pequenas esferas de chumbo em meias de poliamida, que pendem do teto ou se apresentam dispostas no chão. Explora assim o peso do metal, a plasticidade proporcionada pelas pequenas esferas e a aparente fragilidade do tecido. No final dos anos 80, Neto produziu a série dos “sacos de meia de seda”, recheados de bolinhas de chumbo, que introduziram de maneira mais marcante no trabalho o caráter da sensualidade. Com passagens acadêmicas pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e pela Escola de Artes Visuais Parque Lage, Ernesto Neto tornou-se um dos mais conceituados artistas plásticos contemporâneos da atualidade. Suas instalações na Bienal de Veneza de 2001, por exemplo, foram expostas no Pavilhão Nacional do Brasil e no Grupo Internacional do Arsenale.
A obra “anthropodino”, a ser exposta no Armory on Park Avenue, de 14 de maio a 14 de junho, deverá ser o maior trabalho do artista até o presente e preencherá grande parte do hall da instituição, cujo prédio ocupa o equivalente a um quarteirão na cidade de Nova York. A instalação compreenderá estalactites de tecido suspensas pelo teto e recheadas com mais de 30 tipos de especiarias, bem como um labirinto com salas abertas à visitação do público.
A exposição conta com o apoio do Consulado-Geral do Brasil em Nova York.

No PARK AVENUE ARMORY, 643 Park Avenue, New York. Tel.: (212) 616-3930. http://www.armoryonpark.org

Sem Freio



O Quê: Jazz com Mistureba Sul Americana
Onde: En el Plán
Quando: HOJE ! ( Jueves 14 de Mayo )
Para Comer: Crepes doces e salgados, Pizza em Cone doces e salgadas.

Sobre os músicos...

Em 2003 a escola de música Hélio Amaral celebrava seus 18 anos e fora convidada pela diretoria da universidade Estácio de Sá para preparar a abertura do show de Dori Caymmi em Florianópolis, em comemoração ao lançamento da Casa de Cultura Estácio de Sá. Reuniram-se para organizar o repertório os professores: Eduardo Ferraro, Mirim Moritz, Paulo Gekas e Carlos Lamarque. Fora dada a partida para a criação do Quarteto Arreio Sem Freio.

Desde novembro de 2003, o Arreio vem desenvolvendo um trabalho autoral focado nas composições dos integrantes, orientado pela pesquisa da diversidade musical brasileira. Neste período, o Quarteto realizou uma média de 50 concertos e 10 workshops.

O grupo caracteriza-se pelo experimentalismo, liberdade de criação e improvisação, apresentando uma junção de variados estilos e procedimentos composicionais. São explorados recursos como compassos alternados e ímpares, harmonias quartais e contornos melódicos de caráter jazzístico. O resultado é uma mistura envolvendo estilos típicos da América do Sul e do Brasil, como o choro, baião e samba com o jazz, em uma concepção que visa sintetizar essa diversidade.


Plano B. Brasileño.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Qual a Versão?






Qual-a Versão expôs no Plano, dia 30.

No Plano



Hardneja 24Abril



Shake & Pop 30Abril




Fun House 20Abril



Hardneja Sertacore 24Abril

domingo, 3 de maio de 2009

Colapso do Século XXI



O Green Day irá lançar o seu oitavo álbum, “21st Century Breakdown” na sexta feira 15 de Maio. O álbum é o primeiro desde American Idiot, de 2004, e é produzido por Butch Vig, conhecido por seu trabalho com o Nirvana, Smashing Pumpkins e sua própria banda, Garbage.

Como o predecessor, 21st Century Breakdown tem uma estrutura narrativa, contando a história de um casal jovem, Christian e Glória. O álbum é dividido em três atos – Heroes and Cons
, Charlatans and Saints e Horseshoes and Handgrenades.

O primeiro single, “Know Your Enemy” já está disponível na net.

No mês passado, Billboard publicou sobre “Breakdown” : “know your Enemy é um rock ao mesmo tempo firme e de fácil digestão, clamando por revolução, enquanto Before the Lobotomy começa com um banho acústico antes de se transformar em um riff de três cordas sangrando cinismo – “I´m not stoned / I’m just fucked up” .

A primeira faixa, ultra melódica, com os familiares versos de três cordas discorrendo sobre a visão de Billie Joe Armstrong sobre a sociedade: “My Generation is Zero / I’d never make it as a working class hero.”

Faixas:

Ato 1 - Heroes and Cons
"Song of the Century"
"21st Century Breakdown" [1]
"Know Your Enemy"
"¡Viva La Gloria!"
"Before the Lobotomy"
"Christian's Inferno"
"Last Night on Earth"

Ato 2 - Charlatans and Saints
"East Jesus Nowhere"[2]
"Peacemaker"
"Last of the American Girls"
"Murder City"
"¿Viva La Gloria? (Little Girl)"
"Restless Heart Syndrome"

Ato 3 - Horseshoes and Handgrenades
"Horseshoes and Handgrenades"
"The Static Age"
"21 Guns"
"American Eulogy"
I. Mass Hysteria
II. Modern World
"See the Light


Assista o vídeo de Know Your Enemy aqui:
http://www.greenday.com/site/photosvideos.php

Transmissões



Myspace Transmissions são uma série de EPs digitais gravados para o Myspace Music. A série foi lançada em 4 Dezembro de 2007 com James Blunt. Cada “Transmission” consta com um artista ou banda e possui diversos componentes:

• Gravação de áudio de quatro a sete faixas que podem ser escutadas ( stream ) e em certos casos baixadas ( download ).
• Vídeo das bandas em estúdio tocando as mesmas faixas.
• Entrevista com a banda.

A maioria das músicas são versões live in studio de músicas previamente lançadas ( ou prestes a serem lançadas ) e geralmente contendo uma faixa inédita ou um cover.

A qualidade de vídeo e áudio é excepcional.

Entre os artistas “cobertos” estão Alkaline Trio, Thrice, Nada Surf, City and Color, Vampire Weekend entre outros.

www.myspace.com/transmissions

sábado, 2 de maio de 2009

É um pássaro? Um avião? Não. É uma Pizza Cone, meu amigo.




Agora no Plano B tem rango. Pizza Cone da Loup´s. Em dois tamanhos - lariquinha e refeição.

Plano B. Alimento pro corpo e pra alma.

Rock U Tour




Pumpx e Plano B apresentam:

Rock U Tour
C/ Atrack + Killi + Ruphus + Dinossauro
10pm $15 ( sócios R$ 10 )

Rango por Loup´s ( pizza cone )
Promoão Dado Bier Litro

Plano B - Rocking on
http://www.myspace.com/atrack
http://www.myspace.com/bandakilli

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Libertad!





É um novo momento no Plano B. Plano 6pm, o nosso happy hour - boa música, cerveja gelada ( em breve chope Dado Bier ) e agora com a parceria Loup's - crepes e pizza em cone.

Nesta sexta haverá degustação de pizza em cone, sorteios da pumpx e o som será por Lorenz Rojase e Felipe Kanarek.

Plano B, liberdade ainda que a tardinha.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cheers mate!




Amigo, parceiro, poeta, bêbado, confidente e inteligentemente opinativo. Ele é irmão e essencial ao Plano. O Lucas completa o ano e gente começa desde já a comemorar o 3 de maio, junto.

Abraços fortes daqueles todos que verdadeiramente optaram pelo plano b.

Vida longa, Lucas!

Plano B. Feito de Carne, Osso, Alma e Coração.

Às 3 e meia da madrugada



Às três e meia da madrugada
A porta se abre
E há passos na entrada
Que trazem um corpo
E uma batida
E você repousa a cerveja
E vai ver quem é.

Com os diabos, ela diz,
Você não dorme nunca?

E ela entra
Com bobbies nos cabelos
Num robe de seda
Estampado de coelho e passarinho

E ela trouxe a sua própria garrafa
À qual você gloriosamente acrescenta
2 copos;
O marido, ela diz, está na Flórida
E a irmã manda dinheiro e vestidos para ela/e ela tem procurado emprego
Nos últimos
32 dias

Você diz a ela
Que é um cambista de jóquei
E um compositor de jazz e canções românticas
E depois de uns dois copos
Ela não se preocupa em cobrir
As pernas
Com a beira do robe
Que está sempre caindo

Não são pernas nada feias;
Na verdade são pernas ótimas,
E logo você está beijando uma
Cabeça
Cheia de bobbies

E os coelhos estão começando a piscar, e a Flórida é longe, e ela diz
Que não somos realmente estranhos
Porque ela tem me visto por aí e finalmente

Não há mais muito
Para se dizer.

Charles Bukowiski

Sábado no Plano

Por um mundo melhor.

Libido Adolescente ( repostagem )


Lawrence Donald Clark, diretor, fotógrafo e escritor é mais conhecido por seu filme Kids. A temática comum em seus filmes é uma juventude que casualmente se engaja no uso ilegal de drogas, sexo e violência e que são parte de uma subcultura (como o punk ou o skateboarding ).

Clark se envolveu com a fotografia ainda criança. Sua mãe era uma fotógrafa itinerante especializada em fotos de bebês. Na adolescência ele começou a usar anfetaminas com seus amigos, e sempre com uma câmera nas mãos, começou a produzir fotos de sua rotina que foi descrita pela crítica como “uma exposição crua da realidade da vida suburbana que desafiava as convenções míticas que drogas e violência eram um fenômeno apenas urbano”.

Enquanto estudava arte, foi convocado para a lutar no Vietnam. Suas experiências por lá o levaram a publicar Tulsa em 1971. Foi um marco na fotografia: um documentário fotográfico em preto-e-branco de seus amigos de adolescência usando drogas. A obra seguinte foi Teenage Lust ( Libido Adolescente – 1983 ), uma autobiografia de seu passado adolescente através de imagens de outras pessoas. O livro incluia fotos de família, mais uso de drogas por adolescentes, imagens gráficas de atividade sexual por menores e garotos de programa na Times Square em Nova Iorque.

Clark ainda produziu um ensaio fotográfico chamado “ A Infância Perfeita” que examinava o efeito da mídia na cultura adolescente.
Em 1993, ao dirigir o vídeo Solitary Man para Chris Isaak, Clark começou a se interessar por direção. Após publicar algumas outras importantes obras fotográficas ele conheceu Harmony Korine, e juntos produziram o roteiro para Kids, que foi lançado gerando controvérsia entre a crítica até se transformar num clássico de uma geração.

Os filmes de Clark geralmente lidam com material aparentemente macabro contudo narrado de forma direta. Diretores como Gus Van Sant e Martin Scorsese já afirmaram que foram influenciados pelas primeiras obras fotográficas de Clark.

Tanto em seus trabalhos fotográficos e cinemáticos, Clark persegue um conjunto de temas relacionados: a destrutividade das relações em famílias disfuncionais, masculinidade e as raízes da violência, intolerância religiosa, e as ligações entre a idealização da massa versus o comportamento social, e por fim a construção da identidade e sexualidade na adolescência.

Críticos que não encontram valor social ou artístico no trabalho de Clark rotulam seus filmes de obscenos, abusivos e até mesmo de beirar a pornografia infantil por suas apresentação explícita de adolescentes fazendo sexo e usando drogas. Ken Park é sua obra mais explícita e até hoje não foi amplamente lançado nos conservadores E.U.A..
Filmografia: Kids, Another Day in Paradise, Bully, Teenage Caveman, Wassup Rockers, Destricted ( com outros).
Fonte: Wikipedia Tradução: Drigo

To die for


“Rock’n Roll é tão fabuloso, as pessoas deviam começar a morrer por ele. As pessoas simplesmente devem morrer pela música. As pessoas estão morrendo por tudo, então por que não pela música? Morrer por ela. Não é bárbaro? Você não morreria por algo bárbaro? Talvez eu deva morrer. Além do mais, todos os grandes cantores do Rock morreram. Mas a vida está ficando melhor agora. Não quero morrer. Quero?”

Lou Reed (Velvet Underground)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Chacoalhe para Estourar



O Plano e a Mariana convidam todos para a festa mais explosiva deste feriado do dia do trabalho.


Shake and Pop, Edição III. 
Com Marih, Superglam e Hermano.
30 Abril.
10pm; 10$

Plano B. Shake, Wait, Pop.



quinta-feira, 23 de abril de 2009

Abril 23 no Plano

A Hardneja Sertacore é um projeto gaúcho que pega os clássicos do bom e velho Sertanejo e transforma para o pegado Hardcore.

Eles tocam Sexta 23 no Plano com a Noway. A Noway é uma banda que todo mundo conhece e gosta. Ou como diria o Tadeu, uma banda muito divertida.

Vai ser muito legal.

Para ficar ainda melhor nessa sexta o Plano faz a Dado Bier Litro por 7 reais.

Plano B. Sempre bom e sem parar.

www.myspace.com/hardnejasertacore

http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=71992

sábado, 18 de abril de 2009

19 de Abril de 1506


No Massacre de Lisboa de 1506 - também conhecido como Progrom de Lisboa ou Matança da Páscoa de 1506 - uma multidão movida pelo fanatismo religioso perseguiu, violou, torturou e matou cerca de 3 mil pessoas, acusadas de serem judias. Isto sucedeu antes do início da Inquisição e nove anos depois da conversão forçada dos judeus em Portugal, em 1947 durante o reinado de D. Manuel I..
Cerca de 93 mil judeus se refugiaram em Portugal nos anos que se seguiram à sua expulsão da Espanha pelos reis catrólicos em 1492. D. Manuel I se mostrara mais tolerante para com a comunidade judaica, mas, sob a pressão de Espanha, também em Portugal, a partir de 1497, os judeus foram forçados a converter-se.
A histriografia situa o início da matança no Mosteiro de São Domingos no dia 19 de abril de 1506 um domingo, quando os fiéis rezavam pelo fim da seca e da peste que tomavam Portugal, e alguém jurou ter visto no altar o rosto de Cristo iluminado — fenômeno que, para os católicos presentes, só poderia ser interpretado como uma mensagem de misericórdia do Messias – umn milagre.
Um cristão convertido que também participava da missa tentou explicar que a luz era apenas o reflexo do sol, mas foi calado pela multidão, que o espancou até a morte.
A partir daí, os judeus da cidade foram o bode expiatório da seca, da fome e da peste: três dias de massacre se sucederam, incitados por frades dominicanos que prometiam absovição dos pecados dos últimos 100 dias para quem matasse os “hereges”.
A corte encontrava-se em Abrantes - onde se instalara para fugir à peste - quando o massacre começou. D. Manuel I tinha-se posto a caminho de Beja, para visitar a mãe. Terá sido avisado dos acontecimentos em Avis, logo mandando magistrados para tentar pôr fim ao banho de sangue. Entretanto, mesmo as poucas autoridades presentes foram postas em causa e, em alguns casos, obrigadas a fugir.
Como consequência, homens, mulheres e crianças foram torturados, massacrados, violados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio. Os judeus foram acusados entre outros "males", de serem a causa da profunda seca e da peste que assolava o país. A matança durou três dias – de 19 a 21 de Abril na semana santa de 1506 - e só acabou quando foi morto um cristão-novo que era escudeiro do rei, e as tropas reais afinal chegaram para restaurar a ordem.
D. Manuel I penalizou os envolvidos, confiscando-lhes os bens, e os dominicanos instigadores foram condenados à morte. Há também indícios de que o Convento de S. Domingos (da Baixa) teria sido fechado durante oito anos.
No seguimento do massacre, do clima de crescente em Portugal do estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício — que entrou em funcionamento em 1540, perdurando até 1821 — muitas famílias judaicas fugiram ou foram expulsas do país, tendo como destino principal os Países Baixos e secundariamente, Françaa, Turquia e Brasil, entre outros.
Mesmo expulsos da Península Ibérica, os judeus só podiam deixar Portugal mediante o pagamento de "resgate" à Coroa. No processo de emigração, os judeus abandonavam suas propriedades ou as vendiam por preços irrisórios e viajavam apenas com a bagagem que conseguissem carregar.
Interessante como esse fato histórico de profunda importância foi apagado da memória coletiva e dos livros de história.

Mais uma da respeitosa igreja católica.

Plano B. Porque saber é importante.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Pop Bizarre














Rodrigo Simões Ferreira é artista nascido em Bê Agá e radicado no Rio e grande amigo do Plano B.
No dia 21, durante o Festival Independente em Urussanga, a gente expõe a arte de Rodrigo. Brincando com o pop e o bizarro, Rodrigo estampa ludicamente o imaginário de uma geração órfã de ídolos e ideologias. Se não sabemos quem somos ou para onde estamos indo, vale brincar com nossos sonhos ( e pesadelos).

Confira.

Plano B. Pop e Bizarro.


Fun House

A FUN HOUSE ESTÁ DE VOLTA!.
Depois de exato UM ANO longe, o baile dos excluídos volta ao local de sua última e mais bombada edição, o Plano B. Dessa vez apresentando a banda de electrorock sensação das pistas MOTTORAMA! Apontada pelos principais sites e blogs especializados como uma das mais promissoras do Brasil, eles vem tocando nos principais clubs do país.Essa noite de ressurreição do maravilhoso mundo de FUN HOUSE ainda proporcionará inúmeros prazeres com uma performance da diva underground Ljana Carrion, discotecagem das sempre maravilhosas Dirty Bitches NRV Die e muitas surpresinhas! Não perca a chance de ousar.
Vai ser uma explosão de sensações!
FUN HOUSE!
Rock and roll and electro tunes18/04, sábado, 23:44h
Com:
*MOTTORAMA (live) www.myspace.com/mottorama
*Dirty Bitches NVR Die
*Roleta Russa Dj Set + Performance de Ljana Carrion
R$15
No Plano B
Rua Cônego Aníbal Maria di Francia, 80.
Criciúma/SC.

Skacore e salgadinho.


Compre o seu ingresso para o show do Less than Jake no Plano B e tenha acesso exclusivo ao lounge do Plano B no Festival de Cultura de Urussanga, contando com cervejas diferenciadas, Guitar Hero, Clipes no Telão, show da Dinossauro, salgadinhos, sofás, revistas e atendimento especial. O valor do ingresso é o mesmo - R$50. Você ganha uma pulseirinha e assiste Less than Jake no sofá comendo salgadinho

Plano B. Confortável.

Compre direto no Plano B ou pelo telefone 48-3433-6547.

Kanarek e Lucas



Hoje no Plano tem o Kanarek no notebook e o lucas no violão. Tem Patrícia, Norteña. Tem duas Buds grátis. Tem whiskey com água de côco. Tem rock de Manchester, de Nebraska, de Seattle e do Rio. Tem gente que sempre vai e gente que aparece de vez em quando. O importante é que no Plano é sempre bom. E o mais importante ainda é que o Plano é sempre seu.

Plano B.Basta ir.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Cafeinado



Eu bebo copos e copos de café em salas ar condicionadas
Em tardes estúpidas e ensolaradas aguardando ansiosamente por
Temporais anunciados no céu

E então devidamente cafeinado eu me proponho a escrever
Escrever para poder respirar
Por não saber chorar

E assim passam-se os dias e a cada dia um pouco melhor
Talvez
Eu sofra calado, um pouco morto um pouco derrotado,
Mas assumir jamais

Bandeira branca eu quero paz! – quanta balela
A paz não existe enquanto existe dentro tanta guerra
E quem sou senão um corpo que resiste
Como limite ao turbilhão interior

Hormônios? Seqüelas? Ardor?
O que é o amor?
Existe o amor?

E os planos
Ah meus planos
Pais de meus desenganos
Malditos planos
Que me deixam perdido
Nessa suposição de que existe o futuro e o pior que o futuro

Só o futuro do pretérito

Seria, Teria, Foderia, Iria, Gozaria.
E eu que não agüento o momento
Acabo não sendo
Não tendo
Não fodendo
Não indo e não gozando a não ser sobre gente que não vale a pena

Tamanha frustração que me coloca a nocaute
Rouba-me a capacidade criativa
Pondo-me inútil, impotente e carente ante a vida
Em tanta conjugação sofrida

Eu quase me submeto ou quase não
E se sim, não por muito tempo
Pois para reinar sobre o tempo
Basta saber-se atemporal

E então mesmo estando assim tão mal
Eu acho uma saída
No sitio do pica-pau de minha vida
Pirlimpimpim e eis aqui
A minha ressurreição

Como um fênix ponho-me novo
Um pouco ainda mais abstrato
Mas não serei eu assim
Mais apto...

Pela lei da sobrevivência
Neste mundo cada vez mais sem sentido
A manter-me são?

Drigo

Plano Words

As vezes confuso
As vezes nem tanto
As vezes me assusto
Ae vezes me encanto

Não gosto de sentir raiva.
Não mesmo.
Como posso sentir tanto desconforto?
Nem tudo precisa ser música ou festa,
Somo humanos
Confusos, contentes, amargos, fechados e
Com tanta coisa na cabeça
Que nos perdemos dentro de nós mesmos.

Poesia ou música?
Sexo ou amor?

Me sinto mal.
Limpo demais.
Pedindo por sono ou alguma coerência nas coisas
Não vejo sentido, nãop vejo caminho
Não vejo pedras nem espinhos.
Não vejo nada.


por Lucas Ronsani

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Top Hits Voulme 1


No Plano
Quinta 16
Sócios free
Não sócios 10
Gel no cabelo, G-shok amarelo e All-star tricolor.

Plano B. Pop quando necessário.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mike


sábado, 11 de abril de 2009

Influências

Estas são as influências da Calvin.

Já é uma dica.

www.myspace.com/bandacalvin

Plano de Páscoa


Hoje : 11 Abril
No Plano B
O Plano abre às 21h
A entrada é 5 reais para sócios / 10 reais para não sócios
Plano B. Rock na Páscoa no Natal e até no Carnaval.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Submarino Amarelo


In the town where I was born,
Lived a man who sailed to sea,
And he told us of his life,
In the land of submarines,

So we sailed on to the sun,
Till we found the sea of green,
And we lived beneath the waves,
In our yellow submarine.

O Plano B orgulhosamente convida todos a embarcar e afundar junto, hoje, em seu submarino amarelo.

Para dar uma força The Birows (!) toca os clássicos de Paulo, Jorge, João e Ringo. Superglam nos leva ao "futuro" com os clássicos dos anos 80 e você ganha 2 Buds for free, porque a gente sabe que a pressão é grande. ( Sócios ganham uma Dado Bier Litro! ).

Plano B, Ontem, hoje, sempre, amanhã e sábado.

O Seu Plano.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Concept



O Plano hoje é: Lorenz Rojas e Tiago Greco

Onde: No Plano

Quanto: 15 reais

Presente: A turma de farmácia da UNESC.

Daí você imagina.

Plano B. O seu Plano.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Paixão absoluta pela arte, pelo rock, e por tudo o que essas duas coisas representam.



Influências:

Eles tocam no Plano B neste sábado de páscoa.